Ex-jogador do Fla e Palmeiras é acusado de vender diplomas falsos de técnico a astros brasileiros, diz site

Alejandro Mancuso, ex-volante e auxiliar de Diego Maradona na seleção da Argentina, cobrava até R$ 100 mil por licenças

7 out
2026
– 12h17

(atualizado às 12h48)




Alejandro Mancuso é acusado de vender diplomas falsos de técnico

Foto: Getty Images

Alejandro Mancuso, ex-jogador de Palmeiras e Flamengo e ex-auxiliar de Diego Maradona na seleção argentina, é acusado de liderar um esquema de venda de diplomas falsos de treinador de futebol. De acordo com o portal UOL, ele oferecia licenças da Associação de Técnicos de Futebol da Argentina (ATFA) por até R$ 100 mil, sem que os compradores precisassem cumprir a formação exigida pela entidade. 

Mancuso prometia entregar, em até dez dias, quatro certificações: a PRO, de nível internacional, a A, profissional, e as licenças B e C, voltadas às categorias de base.  

Entre os nomes citados por ele como clientes estão Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Petkovic e Paulinho. 

O Terra tenta contato com os ex-jogadores citados, bem como com o próprio Mancuso.

O UOL teve acesso a dezenas de áudios e mensagens nos quais Mancuso oferecia o que chamava de “trâmite urgente”. Nas conversas, ele afirmava atuar como “diretor internacional da ATFA” e dizia ter apoio do presidente e do departamento jurídico da entidade para facilitar a obtenção das licenças por ex-jogadores.

A ATFA, porém, nega qualquer relação com Mancuso. A ATFA é uma das escolas de formação de treinadores mais tradicionais da América do Sul. O sistema oficial prevê uma formação progressiva, que vai da licença C à PRO e pode levar cerca de três anos, com cursos que duram entre seis e 13 meses.

Como funcionava o esquema

A investigação começou em maio de 2024, quando um ex-jogador procurou o UOL após receber uma proposta de Mancuso por um aplicativo de mensagens. Segundo o relato, o argentino oferecia uma maneira de obter as licenças sem passar pelo processo regular de formação.

Mancuso justificava o procedimento dizendo que jogadores com carreiras longas não precisariam passar anos estudando conteúdos que já teriam aprendido dentro do futebol. Em um dos áudios, ele questiona a necessidade de “três anos de curso online” para atletas que passaram a vida jogando profissionalmente.

Para sustentar a documentação, o argentino também orientava os compradores a informar que haviam realizado cursos online durante três anos. “Na federação fica que você fez três anos de curso online. 2021, 2022, 2023”, afirmou em uma das mensagens obtidas pela reportagem.

FONTE:Google Notícias

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