Ao defender a urna eletrônica, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes classificou como “levianas” as acusações lançadas contra o resultado das eleições de 2026.
Em publicação no X, na noite deste sábado 7, e sem citar nomes, disse que elas “apenas revelam intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga”.
Num dos trechos mais diretos, o ministro lembrou que o partido do “candidato derrotado” no segundo turno teve amplas possibilidades de participar das auditorias e elegeu, com as mesmas urnas, as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores.
“Ainda assim, há quem alimente agora falsas narrativas contra o pleito”, escreveu.
A manifestação veio depois de declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) à imprensa internacional, nas quais ele voltou a questionar a lisura da apuração. Flávio perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4.430.191 votos.
Gilmar citou as missões internacionais que acompanharam o pleito. Segundo ele, a da Organização dos Estados Americanos (OEA), com 179 observadores, a maior já realizada no Brasil, afirmou “não ter dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais”. Para o Carter Center, o processo foi “bem-organizado e transparente, com oportunidades de fiscalização por partidos políticos e eleitores”.
O ministro também detalhou as três auditorias feitas em todos os estados, nos dois turnos, reforçando que elas verificam se o programa instalado na urna é o mesmo que foi assinado digitalmente e lacrado em cerimônia pública, e se o equipamento conta exatamente os votos que recebe.
Além disso, reiterou o ministro, partidos, Ministério Público, Defensoria Pública e OAB escolhem as urnas testadas, e o direito de acompanhar cada etapa.
Gilmar Mendes lembrou ainda que auditores do Tribunal de Contas da União acompanharam os trabalhos nos estados, e a auditoria foi transmitida ao vivo no YouTube.
Há mais de 20 anos, segundo Gilmar, o sistema passa por testes como esses “sem que jamais se tenha constatado um único indício de manipulação”. Ele concluiu que a reputação construída pela Justiça Eleitoral não será manchada por “aleivosias”.
FONTE: cartacapital



