Com a atual conjuntura, há clubes procurando formas de driblar a medida do governo, como Fluminense e São Paulo, que antes tinham a Superbet como máster e usarão, temporariamente, a Superscore no lugar. Trata-se de um app de resultados e dados esportivos que pertence à casa de apostas, mas não exibe publicidade, odds ou sugestões de apostas, segundo a justificativa dos clubes.
Há outros, como Santos e Corinthians, que anunciam patrocínios pontuais – o primeiro, até o fim do ano, e o segundo, por jogo. Já o Palmeiras mantém vigente seu contrato com a Sportingbet, embora não a utilize no patrocínio.
Institucionalmente, o Flamengo é um dos clubes que mais se opõem ao veto: logo após o anúncio da MP, o Rubro-Negro emitiu um comunicado contra o veto integral, o qual considera atingir todo o esporte, não apenas os clubes mais ricos. “O jogo não vai acabar com uma canetada”, argumentou o clube, que acionou o STF para derrubar a proibição.
O diretor de outro clube de relevância nacional vê o cenário como de “caos financeiro” no futebol brasileiro: “Ninguém sabe o que vai acontecer. O caminho mais razoável por sgora seja o congelamento. E, nesse meio-tempo, explorar alguma oportunidade de patrocínio pontual. Nem rescindir nem ficar pagando algo que não dá pra usufruir. Vai ser caótico, é muita gente buscando patrocínios ao mesmo tempo. Tem muito desespero.”
Bets já haviam recuado em 2026
Um estudo recente do Ibope apontou que, sobretudo devido ao ajuste regulatório do setor, houve um recuo de 18% nos patrocínios de casas de aposta aos clubes brasileiros entre 2024 e 2026, caindo de 17 para 14 contratos – anterior ao veto do mês passado. “É um ajuste natural, já que se trata de um mercado relativamente novo”, afirmou Danilo Amâncio, autor do estudo.
FONTE:Google Notícias



