As principais commodities agrícolas encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (15). A soja registrou a quarta sessão consecutiva de perdas, enquanto o milho recuou pelo terceiro dia seguido. No mercado de trigo, as cotações também fecharam em baixa, pressionadas por vendas de especuladores e pela expectativa de entrada de novos volumes do Hemisfério Sul.
O contrato da soja para novembro fechou em baixa de 1,11%, cotado a US$ 12,63 por bushel. A pressão veio do avanço da colheita nos Estados Unidos, da entrada da nova safra no mercado e da desaceleração do processamento da oleaginosa no país.
As novas vendas externas dos Estados Unidos não foram suficientes para reverter o movimento negativo. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou a venda de 330 mil toneladas de soja da safra 2026/2027 para a China e de outras 283,45 mil toneladas para destinos não informados.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a produção de soja da safra 2026/2027 em 181,62 milhões de toneladas, ante 180,41 milhões de toneladas no ciclo anterior. A área plantada deve alcançar 49,31 milhões de hectares, acima dos 48,61 milhões de hectares de 2025/2026.
Milho
O milho para dezembro também encerrou em queda de 0,57%, cotado a US$ 4,78 por bushel. O mercado continuou pressionado pelo avanço da colheita norte-americana e pela perspectiva de uma produção elevada, estimada pelo USDA em 407,28 milhões de toneladas.
A chegada da nova safra ao mercado e o ritmo das exportações, considerado lento diante das necessidades do setor, limitaram a recuperação dos preços do cereal utilizado principalmente na alimentação animal.
Em sentido contrário, as perdas na produção de milho da União Europeia, a maior necessidade de importações e as dificuldades da Ucrânia para transportar cargas com segurança pelo Mar Negro ofereceram algum suporte às cotações.
Trigo
O trigo para dezembro fechou com recuo de 0,48%, cotado a US$ 6,70 por bushel. As vendas de especuladores e a ausência de notícias mais favoráveis para as exportações pressionaram os preços. A expectativa de entrada de cereais do Hemisfério Sul no mercado também contribuiu para limitar os ganhos, segundo a Granar S.A.
A desvalorização do dólar em relação ao euro ofereceu algum alívio ao mercado exportador norte-americano. Além disso, as tensões entre Rússia e Ucrânia continuaram no radar dos investidores devido aos riscos para o transporte de grãos pelo Mar Negro.
As incertezas sobre a segurança da navegação na região seguem como um fator de sustentação para o mercado internacional de trigo, apesar da pressão exercida pela oferta e pelo posicionamento dos investidores.
FONTE:CNN/BR



