Polícia Federal prepara mudanças na cúpula após reeleição de Lula – Brasil 247

247 – A cúpula da Polícia Federal (PF) deverá passar por uma reformulação com a saída de três diretores e da chefe de gabinete do diretor-geral, Andrei Rodrigues. Os quatro integrantes da instituição foram selecionados para ocupar funções no exterior, em um movimento que poderá provocar mudanças em áreas estratégicas da corporação após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, em reportagem do jornalista Eli Jonas Maia, os nomes já passaram por processos seletivos internos e receberam aprovação para as respectivas indicações. As transferências, no entanto, ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União (DOU), mediante aval do presidente da República.

Entre os dirigentes que devem deixar suas funções está Felipe Seixas, atual diretor de Cooperação Internacional da PF, indicado para exercer a função de adido policial na Áustria. Atualmente, o delegado coordena as relações da instituição com a Interpol e outros organismos internacionais, além de supervisionar iniciativas de cooperação policial com autoridades estrangeiras.

Outro integrante da direção com previsão de transferência é Humberto Freire, responsável pela Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente. Ele deverá assumir a adidância policial na Espanha, deixando uma das áreas da corporação voltadas ao enfrentamento de crimes ambientais e à atuação federal na região amazônica.

Também está prevista a saída de André Luis Carmo, diretor de Administração e Logística da Polícia Federal, cujo nome foi aprovado para a adidância policial na Alemanha. Sua eventual transferência abrirá espaço para uma nova indicação à chefia do setor responsável por atividades administrativas e logísticas da instituição.

A quarta mudança envolve Bianca Murad, atual chefe de gabinete de Andrei Rodrigues. Ela deverá assumir a representação da Polícia Federal junto à Europol, organismo europeu de cooperação policial sediado em Haia, nos Países Baixos.

Mudanças ainda dependem de aval presidencial

De acordo com a reportagem, os quatro servidores participaram de um processo seletivo iniciado no começo deste ano, que incluiu a avaliação de seus históricos profissionais antes da aprovação das indicações.

Embora os nomes já tenham sido definidos, não existe prazo estabelecido para a oficialização das transferências. A conclusão do procedimento depende da publicação dos atos correspondentes no Diário Oficial da União, após autorização presidencial.

Com o encerramento das eleições e a confirmação da continuidade do governo Lula, o cronograma das mudanças poderá sofrer ajustes. Uma das possibilidades consideradas é o adiamento das datas de saída dos dirigentes, de modo a permitir a reorganização das chefias e a continuidade das atividades administrativas da Polícia Federal.

A eventual postergação também daria à direção-geral mais tempo para organizar as substituições em setores que desempenham funções relevantes na estrutura da corporação.

PF afirma que substituições são naturais e não têm relação com as eleições

Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmam que a movimentação faz parte da dinâmica administrativa da instituição e não está relacionada ao resultado da disputa presidencial.

Segundo essas fontes, a renovação das chefias é considerada natural, especialmente quando determinados cargos permanecem ocupados pelos mesmos servidores durante vários anos.

As indicações para funções internacionais, portanto, não foram apresentadas como consequência direta da reeleição de Lula. O processo de seleção começou meses antes da votação, embora sua conclusão e a efetivação das transferências ocorram no período posterior ao pleito.

FONTE: Google

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