Nobel de Economia premia teorias que já não explicam tudo

Atualmente, os bancos centrais operam sobre as expectativas para estabilizar as economias com base no forward guidance (orientação à frente, numa tradução livre) que comunicam à praça, obedecendo à ideia de que elevar juros é o caminho eficaz para derrubar a inflação e retornar ao equilíbrio estável entre oferta e demanda na economia.

Fraturas no modelo

A vida real, principalmente em moments de crise, costuma confrontar as teorias econômicas. A DSGE dos “novos keynesianos” vencedores do Nobel de 2026, desde sempre contestada por economistas heterodoxos “pós-keynesianos”, sofreu suas primeiras fraturas no mundo acadêmico com o crash de 2008, que não foi capaz de prever.

Outros premiados com o Nobel de Economia, casos de Joseph Stiglitz, Paul Krugman e Paul Romer, além de economistas de prestígio, como Olivier Blanchard, que foi economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), são críticos costumeiros das teorias “novos keynesianas” e das implicações de política econômica delas derivadas.

“O Nobel premiou o ‘credo’ dos anos 1990, consolidado no livro do Woodford, da teoria monetária sem moeda”, disse à coluna o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real e dissidente das teorias econômicas dominantes.

Esse “credo”, na opinião de Resende, foi desenvolvido por Robert Hall, de quem foi aluno no MIT (Massachusetts Institute of Technology), cujo Nobel foi devido “a mais uma implicação das expectativas racionais, reforçando o mito da inutilidade da ação governamental na economia”.

FONTE: Google

Related Articles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Stay Connected

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever
- Advertisement -spot_img

Latest Articles