Procurado pela coluna, Lamacchia afirma que os documentos não correspondem à realidade.
“Quero deixar claro que nunca enviei e-mail negociando com o Vasco. Não autorizo ninguém a falar em meu nome. Estes documentos são fabricados e falsos. Vou processar os responsáveis pela fabricação e divulgação destes documentos falsos”, disse o empresário, por meio de sua assessoria.
Entre os dias 2 e 16 de abril de 2024, e-mails internos da cúpula da 777 Partners já discutiam o “term sheet” da Crefisa — documento contendo termos gerais do interesse da empresa.
Quando confrontados com os documentos societários da Almirante, os e-mails apontam que foi exatamente no início dessas conversas que José Roberto Lamacchia e Leila Pereira criaram a Almirante, que viria a comprar o clube dois anos e meio depois. Desde esse momento, quando chamava Top Gol, ela tinha como objeto social participação em SAF. Até 17 de abril a empresa teve participação acionária de Leila, já que era controlada pela Crefipar, holding que controla também a Crefisa.
Já sob comando de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto e enteado de Leila, a Almirante arrematou o Vasco em leilão no último dia 25 de setembro, e a operação já foi aprovada pelo conselho deliberativo do clube. Ainda há, entretanto, um procedimento da Anresf, agência da CBF, investigando um conflito de interesses na aquisição.
No centro da discussão está a real participação de Leila enquanto presidente do Palmeiras e de seu marido José Roberto enquanto conselheiro do Palmeiras na operação.
FONTE:Google Notícias



