Em 1882, o Principado da Sérvia, quatro anos após ter tido sua independência do Império Otomano reconhecida, se tornou um reino. Naquele ano, Novi Sad, a maior cidade do país, ganhou uma estação de trem.
Conectada a grandes centros, como Budapeste e Viena, Novi Sad acabaria, mais tarde, entrando também na rota do mítico Expresso do Oriente, trem que conectava Paris a Istambul. Agatha Christie usou essa linha do Expresso em suas viagens pelo então Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos para escrever seu clássico “O Assassinato do Expresso do Oriente”.
Nos anos 1930, o reino, que agora se chamava Iugoslávia, renovou e ampliou a velha ferrovia. Em 1941, durante a Segunda Guerra, a Hungria, aliada dos nazistas, invadiu o país. Civis foram mortos na estação, em um prenúncio do Massacre de Novi Sad, quando, no ano seguinte, soldados húngaros executaram 3 a 4 mil civis sérvios e judeus.
No fim da guerra, em setembro de 1944, bombardeios dos Aliados atingiram o local. Um mês depois, com a liberação da cidade, a estação foi restaurada.
Já fazia tempo que a capital, Belgrado, era a maior cidade sérvia, mas isso não significava que Novi Sad não tinha crescido. Nos anos 1960, a estação estava obsoleta e acabou desligada.
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