Chamado de “ciclone monstro”, o supertufão Champi já é a tempestade mais forte do ano no planeta, alerta Estael Sias da MetSul Meteorologia. Com rajadas de vento estimadas em 361 km/h, o sistema de categoria 5 está avançando pelo Oceano Pacífico Ocidental e ameaça ao menos três países da Ásia com ondas gigantes e chuva torrencial.
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Foto: JTWC/MetSul Meteorologia/Reprodução
Supertufão Champ: o mais forte de 2026
O ciclone tropical está na categoria 5 na escala Saffir-Simpson, a mais alta possível. O sistema classifica furacões com base na velocidade máxima sustentada dos ventos. No caso do Champi, eles já estão em 296 km/h.
Ele é o quarto ciclone de categoria 5 da temporada no Pacífico Ocidental e o sétimo do mundo em 2026, afirma Estael Sias. Os anteriores, entretanto, eram todos mais fracos. Confira os sistemas mais intensos do ano:
- Supertufão Champi – 296 km/h;
- Furacão Polo – 287 km/h;
- Supertufão Sinlaku – 285 km/h;
- Supertufão Bavi – 285 km/h;
- Supertufão Dolphin – 267 km/h.
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Ondas gigantescas e ventos destrutivos: o que ciclone monstro pode causar
Ondas gigantescas, chuva intensa e “ventos potencialmente destrutivos” podem atingir diferentes regiões da Ásia nos próximos dias, causados pelo ciclone monstro Champi.
A trajetória do supertufão está sendo acompanhada pelas autoridades de Taiwan, para onde o furacão avança. “A previsão indica que o período de maior aproximação poderá ocorrer entre sexta-feira (23) e o sábado (24)”, explica Estael Sias. “O Norte e o Leste de Taiwan estão entre as áreas que poderão enfrentar os impactos mais significativos.”
Transtornos também poderão ser sentidos na China continental, cidades como Xangai e Xiamen, entre outras, e nas Filipinas.
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Champi enfraquece, mas perigoso continua
O supertufão Champi deve encontrar condições atmosféricas menos favoráveis, enfraquecendo até as categorias 4 ou 3. Isso não vai eliminar a capacidade de produzir ventos destrutivos, chuva torrencial e grandes ondas, afirma Sias.
Também não há informações exatas sobre quando o Champi pode enfraquecer.
Culpa do El Niño?
Este ano tem sido marcado por uma atividade intensa de ciclones no Oceano Pacífico e a culpa disso é, em parte, do El Niño.
“O El Niño modifica a circulação atmosférica e as condições oceânicas, influenciando a atividade dos ciclones em diferentes regiões”, explica a meteorologista da MetSul. Enquanto traz menos ciclones tropicais para o Atlântico, aumenta o número no Pacífico.
FONTE: Google



