A autarquia ainda está de olho nas reclamações dos clubes. Há dirigentes da FFU que pedem mudanças nas regras do condomínio, com redução de poder do investidor, mas “alegam dificuldade”, segundo o Cade.
“Não se pode deixar de entender em maior profundidade também as repercussões concorrenciais derivadas dos argumentos trazidos por clubes, que apontam dificuldades relacionais junto a investidora e a aspectos de governança relacionados ao funcionamento do condomínio”, diz ainda o texto.
O prazo para apresentação das informações é de dez dias. A Superintendência-Geral do Cade pode pedir aumento desse período, caso entenda ser necessário.
O que a SME diz
A Sports Media Entertainment (SME) considera que o aprofundamento da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a comercialização coletiva dos direitos de transmissão dos clubes da Futebol Forte União (FFU) é positivo e permitirá examinar os resultados econômicos positivos e eficiências do modelo, que reúne investimentos de longo prazo e dezenas de clubes. Além disso, afastará todas as ilações trazidas por terceiros aos autos.
Estudo da LCA Consultores, apresentado ao Cade, aponta que a receita média de direitos de transmissão dos clubes da Série A integrantes do Condomínio Forte União (CFU) cresceu 47% entre 2024 e 2025, passando de R$ 95 milhões para R$ 140 milhões. No mesmo período, a relação entre a maior e a menor receita caiu de 4,80 para 1,98 vez. O levantamento registra ainda um aumento de 93% nas exibições em janelas gratuitas, de uma média anual de 92 no ciclo anterior para 178 em 2025.
FONTE:Google Notícias



