O lucro líquido da BYD avançou 28% no terceiro trimestre, impulsionado pelo forte desempenho nas exportações. A maior vendedora de veículos elétricos do mundo acelera a expansão internacional para compensar a desaceleração da demanda na China, seu principal mercado.
A montadora sediada em Shenzhen informou nesta quinta-feira, 29, que o lucro líquido somou 10,02 bilhões de yuans (US$ 1,50 bilhão), acima dos 7,82 bilhões de yuans registrados um ano antes. A receita aumentou 14%, para 221,49 bilhões de yuans.
Apesar do avanço, os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. Analistas ouvidos pela Visible Alpha estimavam lucro líquido de 11,10 bilhões de yuans, com receita de 240,83 bilhões de yuans no período.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido caiu 4,2%, para 22,34 bilhões de yuans, enquanto a receita ficou praticamente estável em 566,30 bilhões de yuans, informou a empresa.
Os resultados evidenciam os desafios enfrentados pelas montadoras chinesas no maior mercado automotivo do mundo. Com a competição doméstica mais intensa e as vendas perdendo fôlego, a BYD – como outras rivais locais – busca no exterior uma nova frente de crescimento.
As vendas internacionais continuaram a sustentar o desempenho no trimestre, representando mais de 40% do total.
A BYD exportou mais de 550.700 veículos de “nova energia” (categoria que inclui elétricos puros e híbridos plug-in), mais que o dobro do volume de um ano antes. Já as vendas totais cresceram em ritmo bem menor, de 19%, para 1,3 milhão de unidades.
Analistas avaliam que a expansão internacional se tornará ainda mais decisiva se a demanda na China continuar enfraquecendo. O fôlego no exterior, porém, dependerá da capacidade da empresa de contornar barreiras comerciais crescentes e avançar na produção local em mercados estratégicos.
No curto prazo, a BYD parece bem posicionada. A nova fábrica na Hungria deve iniciar a produção em breve, reforçando a base industrial da companhia na Europa em um momento em que a União Europeia busca restringir importações de híbridos produzidos na China.
Na China, há sinais favoráveis: a demanda por modelos com recarga ultrarrápida segue firme, e as entregas podem ganhar tração nos próximos meses com a redução das restrições de oferta de baterias, segundo analistas da Bernstein.
FONTE:CNN/BR



