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Clube tradicional da França é vendido por R$ 6 e assume dívida milionária

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O Bordeaux foi vendido por um valor simbólico de € 1 (cerca de R$ 6) a um fundo de investimentos dos Estados Unidos. O acordo, anunciado pelo clube nesta quarta-feira (30), encerra a passagem de cinco anos do empresário Gerard Lopez como proprietário da equipe.

Além do valor da negociação, o fundo americano Park Bench assumirá as dívidas do clube, estimadas em cerca de € 18 milhões (R$ 106,3 milhões) pela imprensa francesa.

“Esta operação é concluída por um euro simbólico, com a assunção das dívidas”, informou o Bordeaux em comunicado, classificando a venda como “um passo importante para o futuro” do clube.

O Park Bench é uma empresa de análise de dados e desenvolvimento de softwares que também possui um portfólio de investimentos. O fundo é controlado pelo americano Evan Sofer e pelo britânico James Bord.

A empresa já possui participação no Córdoba, da segunda divisão espanhola, e é acionista majoritária do Dunfermline Athletic, da segunda divisão da Escócia.

Bordeaux caiu para a sexta divisão

Campeão francês na temporada 2008-09, o Bordeaux atravessa uma grave crise financeira e esportiva. Desde 2021, o clube foi colocado duas vezes sob administração judicial e sofreu rebaixamentos determinados pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG).

Nas últimas duas temporadas, o Bordeaux disputou o Championnat National 1, equivalente à quarta divisão francesa. Neste ano, porém, novos problemas financeiros levaram a DNCG a determinar outro rebaixamento, desta vez para a Regional 1, sexta divisão do futebol francês.

O clube agora precisa da aprovação da Comissão Regional de Controle de Gestão da Liga de Futebol da Nouvelle-Aquitaine para confirmar a venda e o orçamento da temporada 2026-27 e, assim, poder disputar a Regional 1.

O Tribunal Comercial de Bordeaux também precisa aprovar o plano apresentado para que o clube evite a liquidação.

FONTE:CNN/BR

Ela ofereceu R$ 2 mil para recuperar um item esquecido no táxi, mas ouviu 'não' – O GLOBO

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FONTE:Google Notícias

Maior fazenda de jabuticabas do mundo com 42 mil pés fica em Goiás e virou atração turística com desafio que ninguém consegue completar

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Uma fazenda em Goiás guarda uma proposta que parece saída de uma brincadeira, mas atravessa décadas. Quem conseguir comer uma jabuticaba de cada um dos cerca de 42 mil pés da propriedade pode levar a fazenda para casa. Até hoje, ninguém conseguiu completar a missão.

A Fazenda Jabuticabal fica no distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia, na região metropolitana de Goiânia, e é conhecida por abrigar o maior pomar de jabuticabas do mundo.

A propriedade começou a cultivar a fruta em 1947 e, atualmente, também recebe visitantes durante a safra, quando é possível colher e consumir jabuticabas diretamente das árvores.

De onde veio o desafio das 42 mil jabuticabas?

A tradição do desafio existe desde a década de 1980 e continua sendo uma das histórias mais conhecidas da Fazenda Jabuticabal. A proposta é simples de entender, mas difícil de cumprir. Quem conseguir comer uma jabuticaba de cada um dos cerca de 42 mil pés poderá ganhar a propriedade.

Até hoje, ninguém conseguiu completar a tarefa. A dimensão do pomar é justamente o que transforma a brincadeira em um desafio de proporções pouco comuns, já que seria necessário passar por milhares de árvores e consumir ao menos uma fruta de cada uma delas.

A fazenda abre as portas para visitantes

A Fazenda Jabuticabal recebe visitantes durante a safra de jabuticabas, período em que o público pode circular pelo pomar e consumir a fruta diretamente dos pés. Em 2026, a propriedade também teve uma produção antecipada, com abertura para visitação antes do período tradicional da colheita.

Além do pomar, o espaço conta com restaurante, cafeteria, área para crianças e mirante, entre outras atrações. A propriedade também comercializa jabuticabas e produtos preparados com a fruta.

Para a temporada de 2026, o ingresso informado pela fazenda custa R$ 65 para adultos. Crianças de 5 a 9 anos pagam meia-entrada e aquelas de até 4 anos têm entrada gratuita. A jabuticaba para levar para casa é vendida separadamente, por R$ 12 o quilo.

A Fazenda Jabuticabal fica no distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia, a cerca de 40 quilômetros de Goiânia. Os horários de funcionamento e os valores podem sofrer alterações de acordo com a temporada, por isso é importante conferir as informações atualizadas antes da visita.

FONTE:CNN/BR

NFL no Rio teve ingressos para 67 países e ocupação hoteleira de 77,9%

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Levantamento do HotéisRIO, sindicato de hotéis e meios de hospedagem, aponta para uma ocupação média de 77,90% na cidade. Entre os bairros, Leme e Copacabana registraram o maior índice, com 95,72%, seguidas por Ipanema e Leblon, com 94,24%. A presença de torcedores estrangeiros na cidade foi estimada em mais de 10 mil pessoas.

O crescimento da NFL no Brasil mostra que o mercado já ultrapassou a fase de curiosidade em torno da modalidade e já entrou em uma etapa de estabilidade. Ter ainda mais marcas envolvidas acompanha uma evolução também na demanda do público, que busca, além de assistir aos jogos, viver experiências cada vez mais completas. Para o mercado de hospitalidade, isso cria uma oportunidade enorme de conectar esporte, entretenimento, turismo e relacionamento com marcas, especialmente em um evento inédito como foi o primeiro jogo no Maracanã Joaquim Lo Prete, diretor da agência de hospitalidade que comercializou pacotes

Um estudo da ClickBus, plataforma líder de vendas de passagens rodoviárias online, e divulgado na última sexta-feira indicou que as buscas por bilhetes com destino à capital fluminense subiram 200% para o fim de semana do jogo — considerando embarques entre 25 e 27 de setembro —, em comparação com a semana anterior, de 11 a 17/9.

As dez cidades com maior volume de buscas por passagens para o Rio foram, em ordem: São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Campinas, Volta Redonda, Curitiba, Vitória, Teresópolis, Brasília e Petrópolis.

Recorde nos EUA

FONTE:Google Notícias

De ‘Confesse’ a ‘Verity’: todas as adaptações de Colleen Hoover e onde assistir a cada uma

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Até pouco tempo atrás, Colleen Hoover era uma assistente social do Texas que publicava os próprios livros na Amazon. O primeiro, Métrica, saiu em 2012 de forma independente e rendeu contrato com editora, mas a virada veio quase uma década depois, no TikTok. Durante a pandemia, leitores do BookTok passaram a gravar vídeos chorando no fim dos romances dela, e títulos lançados anos antes voltaram à lista de mais vendidos do New York Times, onde Hoover chegou a ocupar várias posições ao mesmo tempo. Hollywood demorou um pouco, mas prestou atenção. Nesta quinta-feira (01.10), Verity, suspense com Anne Hathaway, Dakota Johnson e Josh Hartnett, chega aos cinemas brasileiros como o quarto longa baseado em livros dela em pouco mais de dois anos.Relembre abaixo as adaptações de Hoover e saiba onde assistir a cada uma.

A primeira adaptação de Hoover nem chegou ao cinema. Confess foi uma série de sete episódios curtos feita para a go90, aposta da operadora americana Verizon em vídeos para assistir no celular, que saiu do ar um ano depois. Katie Leclerc vive Auburn, jovem que se muda para Dallas e vai trabalhar no ateliê de Owen (Ryan Cooper), pintor que transforma em quadros as confissões anônimas que desconhecidos deixam na porta do estúdio. O livro saiu no Brasil como Confesse.

Disponível no Prime Video internacional

Confesse (2017) — Foto: Divulgação

É Assim que Acaba (2024)

Foi o filme que tirou Hoover do nicho, e também o que rendeu mais assunto fora da tela. Blake Lively interpreta Lily Bloom, florista que se apaixona pelo neurocirurgião Ryle Kincaid, papel de Justin Baldoni, que também dirigiu o longa. A crítica se dividiu, mas a bilheteria não deixou dúvida: o filme passou dos US$ 350 milhões no mundo, com orçamento de US$ 25 milhões. A divulgação também virou assunto. A história trata de violência doméstica, e o tom leve da campanha de Lively, com looks florais, foi criticado nas redes, ao mesmo tempo em que fãs notaram que diretor e protagonista não apareciam juntos nos eventos de lançamento. Meses depois, o caso chegou à Justiça. Lively acusou Baldoni de assédio sexual durante as filmagens e de organizar uma campanha para retaliá-la por ter se manifestado, acusações que ele negou. As partes chegaram a um acordo em maio deste ano, duas semanas antes do início do julgamento.

É Assim que Acaba (2024) — Foto: Divulgação

Disponível no Prime Video

Se Não Fosse Você (2025)

Com direção de Josh Boone, de A Culpa É das Estrelas, o drama trouxe Allison Williams, de Corra! e M3GAN, e Mckenna Grace como Morgan e Clara, mãe e filha adolescente que já não se entendem bem quando um acidente de carro muda a vida da família e revela segredos guardados por anos. Dave Franco e Mason Thames, de O Telefone Preto, completam o elenco.

Se Não Fosse Você (2025) — Foto: Divulgação

Uma Segunda Chance (2026)

Lançado em março deste ano pela Universal, com direção de Vanessa Caswill, o filme tem Maika Monroe, de Corrente do Mal e Longlegs, fora do terror. Ela vive Kenna Rowan, que volta à cidade onde morava depois de cumprir pena pela morte do namorado em um acidente e tenta se aproximar da filha, criada pelos avós paternos. Quem fica do lado dela é Ledger Ward (Tyriq Withers), dono de um bar e melhor amigo do namorado. Foi a adaptação com a própria Hoover mais envolvida, já que ela assinou o roteiro com Lauren Levine e participou da escolha do elenco, e também a que mais agradou à crítica até aqui. Nas bilheterias, somou US$ 89 milhões, com orçamento de US$ 25 milhões.

Disponível no Prime Video

Uma Segunda Chance (2026) — Foto: Divulgação

O novo filme troca o drama romântico pelo suspense e junta Anne Hathaway de novo com Michael Showalter, diretor de Uma Ideia de Você. Dakota Johnson é Lowen Ashleigh, escritora sem dinheiro contratada para terminar a série de livros de Verity Crawford (Hathaway), autora de sucesso que ficou incapacitada depois de um acidente. Instalada na casa da família, Lowen encontra um manuscrito autobiográfico de Verity com confissões sobre o casamento com Jeremy (Josh Hartnett) e sobre os filhos do casal, e passa a desconfiar de tudo o que sabia sobre eles.

Nos cinemas a partir desta quarta-feira (01.10)

Verity (2026) — Foto: Divulgação

FONTE:/vogue/BR

Carteira administrada vale a pena? Entenda como funciona

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Investir ficou mais acessível aos brasileiros e aumentou a variedade de produtos e serviços disponíveis para quem deseja constituir patrimônio. Além de aplicações tradicionais, como Tesouro Direto, fundos e ações, investidores de varejo passaram a ter acesso a soluções de gestão profissional que antes eram mais comuns entre pessoas com patrimônios elevados.

Entre essas alternativas está a carteira administrada, modelo no qual um profissional ou equipe especializada toma as decisões de alocação dos investimentos de acordo com o perfil e os objetivos do cliente.

O que é uma carteira administrada

É um serviço de gestão profissional de investimentos. Em vez de escolher individualmente cada ativo, o investidor delega a gestão do patrimônio a profissionais habilitados, que definem a composição da carteira de acordo com uma estratégia previamente estabelecida.

O primeiro passo é identificar o perfil de investidor, os objetivos e o horizonte de investimento. A partir dessas informações, a carteira pode combinar diferentes classes de ativos, buscando equilibrar risco e retorno. Na prática, o processo envolve:

  • Análise do perfil: identificação da tolerância a riscos e dos objetivos financeiros
  • Definição da estratégia: escolha da distribuição entre diferentes investimentos
  • Gestão profissional: acompanhamento do mercado e realização dos ajustes necessários
  • Diversificação: distribuição dos recursos entre diferentes ativos e classes
  • Monitoramento: avaliação periódica do desempenho da carteira
  • Relatórios: apresentação dos resultados e da evolução do patrimônio

Um dos diferenciais desse modelo é que o investidor não precisa acompanhar diariamente as movimentações do mercado para decidir quando comprar, vender ou alterar a composição do portfólio.

Entenda se carteira administrada vale a pena

O serviço pode fazer mais sentido para quem tem patrimônio para investir, mas não dispõe de tempo, conhecimento ou interesse para administrar sozinho uma carteira diversificada. Ela também pode ser interessante para investidores que desejam uma estratégia mais estruturada e acompanhamento profissional. O serviço costuma ser mais adequado nas seguintes condições:

  1. Delegar as decisões de investimento a profissionais
  2. Diversificar o patrimônio
  3. Objetivos financeiros de médio ou longo prazo
  4. Estratégia personalizada
  5. Monitoramento contínuo dos investimentos

O perfil de risco também é fundamental. Um investidor conservador tende a priorizar preservação do patrimônio e ativos de menor risco. O moderado busca equilíbrio entre segurança e rentabilidade. Já o arrojado aceita maior volatilidade em troca da possibilidade de retornos mais elevados no longo prazo.

Conheça vantagens e desvantagens da carteira administrada

A principal vantagem é a possibilidade de contar com gestão profissional sem precisar tomar individualmente todas as decisões de investimento. Isso pode facilitar a diversificação e tornar a estratégia mais disciplinada. Entre os benefícios estão:

  • Gestão especializada do patrimônio
  • Diversificação dos investimentos
  • Acompanhamento contínuo do portfólio
  • Estratégia alinhada ao perfil de risco
  • Mais praticidade para o investidor
  • Possibilidade de acesso a diferentes classes e estratégias de investimento
  • Acompanhamento por meio de relatórios
  • Ajustes de posicionamento conforme as condições de mercado

Por outro lado, a carteira administrada também apresenta pontos que precisam ser considerados. Gestão profissional não significa rentabilidade garantida e os investimentos continuam sujeitos aos riscos dos ativos que fazem parte do portfólio.

Além disso, existe o custo do serviço. A remuneração pode ser cobrada como uma taxa sobre o patrimônio administrado, por exemplo. Por isso, antes de contratar, é importante verificar a estrutura de custos e entender como ela afeta o retorno líquido.

Como funciona a carteira administrada do Inter

O banco oferece uma alternativa de carteira administrada por meio do Super App, com gestão profissional baseada no perfil do investidor. A proposta é combinar diversificação, acompanhamento especializado e praticidade para quem deseja delegar a administração do portfólio.

Além disso, há possibilidade da carteira Inter Asset, que administra de maneira inteligente os investimentos conforme o perfil do cliente (conservador, moderado e arrojado). A Carteira Inteligente do Inter tem 18 variações, desenvolvidas para diferentes perfis e estratégias. As principais características são:

  1. Aporte mínimo de R$ 50 mil
  2. Distribuição dos investimentos de acordo com o perfil do cliente
  3. Monitoramento constante do portfólio
  4. Relatórios simplificados
  5. Gestão profissional por comitê
  6. Acesso a fundos institucionais dentro do fundo consolidador
  7. Foco em eficiência de custos e tributária
  8. Ausência de taxa de performance
  9. Reuniões trimestrais para clientes com patrimônio acima de R$ 1 milhão

A taxa de administração é calculada sobre o patrimônio total da carteira, definida como um valor anual e cobrada diariamente.

FAQ: Perguntas frequentes sobre carteira administrada

O que é uma carteira administrada?

É um serviço em que profissionais especializados administram uma carteira de investimentos de acordo com o perfil, os objetivos e a estratégia definida para o investidor.

Carteira administrada garante rentabilidade?

Não. A gestão profissional pode contribuir para uma estratégia mais adequada e diversificada, mas os investimentos continuam sujeitos às oscilações e aos riscos do mercado.

Qualquer pessoa pode ter uma carteira administrada?

A disponibilidade e o patrimônio mínimo dependem da instituição e do serviço contratado. No caso da Carteira Inteligente do Inter, o aporte mínimo informado é de R$ 50 mil.

Qual a diferença entre carteira administrada e fundo de investimento?

Na carteira administrada, a gestão é realizada especificamente para o patrimônio e a estratégia do cliente. No fundo, os recursos de diferentes investidores são reunidos em um patrimônio coletivo, seguindo a política definida pelo fundo.

A carteira administrada cobra taxa de administração?

Pode cobrar. A estrutura varia conforme o serviço. Na Carteira Inteligente do Inter, a taxa é calculada sobre o patrimônio total e cobrada diariamente.

Quem é conservador pode ter uma carteira administrada?

Sim. A carteira pode ser estruturada de acordo com diferentes níveis de tolerância ao risco, inclusive para investidores que priorizam a preservação do patrimônio.

Vale a pena delegar meus investimentos para um profissional?

Pode ser uma alternativa interessante para quem busca praticidade, diversificação e acompanhamento especializado. A decisão deve levar em conta os custos, os objetivos e o perfil de risco do investidor.

FONTE:CNN/BR

Não é Tite, nem Mourinho: meia do Atlético, Fred escolhe melhor treinador da carreira – Rádio Itatiaia

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Não é Tite, nem Mourinho: meia do Atlético, Fred escolhe melhor treinador da carreira  Rádio Itatiaia

FONTE:Google Notícias

O que pensam os candidatos ao Senado por SP? Confira seus posicionamentos sobre STF, prioridades de campanha e mais

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Principais candidatos ao Senado por São Paulo foram entrevistados pelo Terra na reta final da corrida eleitoral

Imagem: Terra/Ana Paula Almeida

  • Isabella Lima

  • Beatriz Araujo

O que pensam os candidatos ao Senado por São Paulo? O Terra convidou para participarem de entrevistas os principais candidatos ao cargo, conforme o resultado das pesquisas eleitorais dos últimos meses, e eles falaram sobre posicionamentos políticos, prioridades de campanha e opiniões em torno de assuntos considerados polêmicos no Congresso Nacional. Confira o que dizem Simone Tebet (PSB), Geraldo Rufino (Podemos), Marina Silva (Rede) e Soninha Francine (Cidadania). André do Prado (PP) e Guilherme Derrite (PP) não responderam ao convite. Ricardo Salles (Novo) concedeu a entrevista, mas desistiu da candidatura.

As entrevistas, individuais, foram realizadas entre os dias 11 e 17 de setembro, com publicações feitas até esta terça-feira, 22. Durante 40 minutos, os candidatos foram questionados sobre assuntos em torno da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre suas próprias trajetórias, e deram suas opiniões a respeito de debates que marcam presença no Congresso Nacional como aborto, castração química, combate ao feminicídio, redução da maioridade penal, dívida pública e mais. 

Nas eleições gerais no próximo dia 4 de outubro serão eleitos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal. Isso porque, neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. Cada senador tem um mandato de oito anos e é eleito com dois suplentes na chapa.

Crise no STF e impeachment de ministros

  • Simone Tebet (PSB): Considera ser difícil que o assunto seja pautado às vésperas da eleição, mas ressalta não ver problema caso a questão de impeachment de ministros do Supremo seja levada ao Congresso e considera se tratarem de “denúncias seríssimas”. Ela defende que haja uma reforma no Judiciário.
  • Geraldo Rufino (Podemos): Entende que pautar o impeachment é algo “que já deveria ter acontecido, até por respeito aos senadores” e vê o movimento como uma forma de retomar o equilíbrio. Se eleito senador, em uma eventual situação do tipo, ele diz que votaria a favor.
    • Marina Silva (Rede): Defende a necessidade de acelerar o processo de reforma no Judiciário e da consolidação de um código de ética para orientar o comportamento de ministros. Ela afirma que, se alguém cometeu um crime de responsabilidade, o impeachment deve ser discutido — mas também defende que mecanismos de autocorreção previstos na lei ou na Constituição sejam aplicados “sem dois pesos e duas medidas”.
    • Soninha Francine (Cidadania): Afirma que o impeachment de ministros não seria a melhor solução, mas pode se tornar um caminho necessário caso a própria Corte não tome medidas diante de suspeitas que considera graves. Para ela, o STF deveria abrir uma investigação sobre ministros diante de indícios que considera suficientes. Para a candidata, a discussão não deveria causar pavor.

    Estupro e castração química

    • Simone Tebet (PSB): Afirma ser favorável à discussão sobre a castração química para homens que voluntariamente queiram se submeter ao tratamento e considera que a medida pode ser considerada em casos de pessoas que reconheçam ter uma patologia e busquem tratamento. “Eu estou aberta a discutir esse assunto, esse assunto não é um tabu para mim”.
    • Geraldo Rufino (Podemos): Considera a discussão em torno da castração química para homens que cometem estupros como algo positivo. Para ele, no geral, é preciso endurecer as leis com relação à punição de agressores. “O cara que faz um negócio desse, além de ser violento e um criminoso, também é doente. Então você corta o mal pela raiz.”
    • Marina Silva (Rede): É contra a adoção da castração química como forma de punição para pessoas condenadas por estupro. Para ela, o combate a esse tipo de crime deve passar por investigação rigorosa e pela aplicação de penas severas aos responsáveis. “No Brasil, você pode ter pena máxima, que é quase que prisão perpétua. Aqueles que cometem esse crime [violência sexual] devem receber a pena máxima”.
    • Soninha Francine (Cidadania): Argumenta que já mudou de opinião algumas vezes e que atualmente não fecha a porta para a discussão. Em vez de defender ou rejeitar imediatamente a medida, ela considera necessário avaliar os resultados obtidos em países que adotaram intervenções medicamentosas semelhantes.

    Direito ao aborto

    • Simone Tebet (PSB): Defende a manutenção da legislação atual, com a garantia do procedimento nos casos já previstos na lei, e acredita que o tema não seja discutido tão cedo no Congresso, diante do perfil conservador do Legislativo. “O Estado é laico, nós não podemos colocar a religião dentro, mas a gente não consegue separar o ser Simone do ser católico”.
    • Geraldo Rufino (Podemos): Defende a manutenção da legislação atual e alega que “ninguém deve ter o direito de tirar a vida de quem teve um filho de uma forma convencional”, se mantendo contrário a eventuais flexibilizações com relação à descriminalização do ato. “Preserve a vida. Agora, não dá para obrigar uma pessoa que foi estuprada a ter o filho. Essa liberdade, ela precisa ter, mas para isso já tem a lei, né?”
    • Marina Silva (Rede): É favorável à manutenção do que já foi estabelecido por decisões da Suprema Corte. Ela se posiciona pessoalmente contrária ao aborto, mas defende que mulheres que passam por essa situação não sejam criminalizadas ou estigmatizadas.
    • Soninha Francine (Cidadania): Defende a descriminalização do aborto, com regras e atendimento adequado às mulheres. Para ela, a proibição não impede que o procedimento seja realizado e pode aumentar os riscos para as mulheres. Defende que a interrupção aconteça em ambiente seguro, com condições de higiene e acompanhamento psicológico.

    Combate ao feminicídio

    • Simone Tebet (PSB): Aponta como caminho “acabar com o discurso de ódio da extrema-direita” e fazer com que os homens dialoguem entre homens contra a violência. Defende que recursos sejam utilizados para manter as delegacias das mulheres 24 horas por dia abertas, que policiais mulheres atuem nessa frente, e que suspeitos já saiam de ocorrências com tornozeleira eletrônica.
    • Geraldo Rufino (Podemos): Entende que primeiramente é preciso fazer com que as leis “cheguem na ponta” — como, por exemplo, o funcionamento de delegacias com atendimento 24 horas voltados ao acolhimento de mulheres. Para ele, o que falta é potencializar as garantias de oportunidade de trabalho e renda a mulheres vítimas de violência, pensando em liberdade financeira.
    • Marina Silva (Rede): Entende que o caminho é o que já está sendo trabalhado para que aconteça: ela cita o funcionamento 24 horas de delegacias com profissionais capacitados para receber mulheres vítimas de violência e a importância de fortalecer a rede de proteção. A candidata ainda reforça a importância de acesso à creche, trabalho, estudo, crédito e tempo para que essas mulheres tenham autonomia.
    • Soninha Francine (Cidadania): Entende que o enfrentamento da violência contra a mulher precisa começar antes de a agressão atingir seu estágio mais grave. Ela defende campanhas de comunicação para alertar sobre os primeiros sinais, como humilhações, ofensas, controle do celular e agressões físicas iniciais. Ela quer a ampliação dos centros de referência da mulher, com assistentes sociais, psicólogos e advogados, e o repasse de recursos federais para o custeio desses espaços.

    Redução da maioridade penal

    • Simone Tebet (PSB): Diz ser a favor da redução para casos de “crimes gravíssimos”, como o de estupro, estupro coletivo e latrocínio: “Um jovem de 16 anos sabe o que é certo e o que é errado.” Sobre pautar a questão, ela afirma que “todos temas são livres, desde que não sejam antidemocráticos” e entende que esse tema, sim, precisa ser trabalhado.
    • Geraldo Rufino (Podemos): Se declara a favor da redução, mas muda o foco da questão para a necessidade daquilo que chama de uma “redução da maioridade profissional”. “A melhor maneira de você firmar a maioridade penal é se, antes, você der a oportunidade para o jovem, para ele nem ter essa opção [do crime] de escolha”, afirma.
    • Marina Silva (Rede): Diz que não é de agora que vê a pauta da segurança pública como uma prioridade a ser discutida, e que a questão de violência cometida por crianças ou adolescentes transpassam a questão da segurança — mas reforça que já há uma estrutura específica para esses casos. Ela se posiciona contra a redução da maioridade penal.
    • Soninha Francine (Cidadania): Para ela, o tema deve ser tratado como prioridade no Senado e não ser encarado apenas como uma pauta da direita, que trabalhadores e eleitores de esquerda também defendem mudanças diante de crimes graves cometidos por adolescentes. “Eu tenho opinião firme de que, com 16 e 17 anos, um jovem não sabe menos coisa do que com 18 em relação ao que não se pode fazer em relação a outra pessoa”.

    Questão ambiental

    • Simone Tebet (PSB): Se afirma como alguém do agronegócio e entende como necessário mirar o desenvolvimento sustentável, o “agro sustentável”. Em paralelo, a candidata diz que a guerra não é entre ambientalistas e produtores –mas, sim, o agro e o meio ambiente contra grileiros, mineradores de terras e de invasões de áreas consideradas da União que protegem biomas brasileiros, especialmente da Amazônia Legal.  
    • Geraldo Rufino (Podemos): Diz que irá buscar pela formalização do trabalho de profissionais que atuam com reciclagem e defende que essa questão refletirá diretamente no impacto ambiental do estado de São Paulo. Questionado sobre outros pontos que São Paulo enfrenta, como crise hídrica, queimadas e enchentes, Rufino diz que, na realidade, o que é preciso é “fazer valer a lei”. 
    • Marina Silva (Rede): Pretende tocar em São Paulo uma agenda ambiental voltada à adaptação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. Entre as prioridades, defende investimentos em adaptação, drenagem, contenção de encostas e remoção de populações de áreas de risco, assim como propõe um programa de recuperação de matas ciliares para recuperar córregos, nascentes e mananciais e melhorar a segurança hídrica. 
    • Soninha Francine (Cidadania): Vê a necessidade de mudanças tanto na legislação quanto na estrutura dos órgãos responsáveis pela fiscalização. A candidata reconhece que processos de licenciamento podem ser demorados, mas critica a possibilidade de ampliar mecanismos de autodeclaração para atividades de impacto ambiental significativo.

    Inteligência artificial

    • Simone Tebet (PSB): É a favor de um marco legal da inteligência artificial no Brasil. “Não tem como não acontecer. O mercado vai cobrar. Ele precisa de segurança jurídica. Então, todo mundo vai pedir. De um lado ou de outro. Eu acho que não tem como fugir dessa pauta.”
    • Geraldo Rufino (Podemos): É a favor de que haja uma regulamentação específica para a Inteligência Artificial. Além disso, ele entende que o assunto deve ser tratado com prioridade no Senado para conter abusos. “É impressionante a maldade que vem junto com a tecnologia […] A tecnologia caminha a uma velocidade da luz. Se nós deixarmos isso em segundo plano, ela vai nos atropelar.”
    • Marina Silva (Rede): Defende a regulamentação da inteligência artificial e avalia que o tema exige atenção diante dos impactos que a tecnologia pode ter sobre o desenvolvimento humano. Para ela, embora a IA traga benefícios, também pode gerar prejuízos em diferentes áreas, inclusive nos processos de ensino e aprendizagem.
    • Soninha Francine (Cidadania): Quer a regulamentação da inteligência artificial e afirma que o poder público precisa acompanhar os riscos associados ao uso da tecnologia. Entre as preocupações citadas estão fraudes, produção de conteúdos falsos e o uso de ferramentas de inteligência artificial em trabalhos acadêmicos.

    Dívida pública

    • Simone Tebet (PSB): Pretende contribuir para o equilíbrio fiscal por meio do corte de desperdícios, privilégios e corrupção, além de medidas para aumentar a arrecadação. Acredita ser possível gerar superávit sem reduzir a proteção das políticas públicas, com combate à sonegação e a revisão de gastos tributários, além da redução de despesas, como supersalários e emendas parlamentares.
    • Geraldo Rufino (Podemos): Aponta que “empresas estão deixando o país em centenas” e que isso está afetando os empregos e a economia como um todo. “Cada empresa que vai é milhares de empregos diretos e milhares de empregos indiretos que saem”. 
    • Marina Silva (Rede): Reconhece que a necessidade do equilíbrio fiscal, mas defende que a busca por controle das contas públicas não ocorra em detrimento de políticas sociais, como investimentos em saúde e educação. Entende que investimentos em indústria, agricultura e desenvolvimento econômico podem ampliar a arrecadação e contribuir para o equilíbrio das contas.
    • Soninha Francine (Cidadania): Defende rigor na aprovação de projetos que aumentem gastos públicos. Para ela, também é necessário combater desperdícios e avaliar a eficiência de estruturas e programas do governo. Ela também critica despesas que considera desnecessárias e cita a quantidade de ministérios, Correios e empresas públicas deficitárias como estruturas que deveriam ser avaliadas.

    Confira as entrevistas na íntegra

    Simone Tebet (PSB)

    Entrevista gravada em 11 de setembro.





    Geraldo Rufino (Podemos)

    Entrevista gravada em 14 de setembro.





    Marina Silva (Rede)

    Entrevista gravada em 16 de setembro.





    Soninha Francine (Cidadania)

    Entrevista gravada em 17 de setembro.





    FONTE:Terra