Início Site Página 40

Ações de Hong Kong caem com queda das empresas de IA e biotecnologia

0

Resumo
As ações de Hong Kong fecharam em queda nesta quarta-feira, com o índice Hang Seng recuando 0,6%, pressionado pelas perdas nos setores de inteligência artificial e biotecnologia. Gigantes como Alibaba, Hua Hong e Minimax lideraram as baixas em meio ao pessimismo generalizado na Ásia. O cenário foi agravado pela alta do petróleo Brent acima de US$ 100, impulsionada por tensões no Oriente Médio e tempestades nos EUA, enquanto as bolsas da China continental permaneceram fechadas por feriado.

As ações ‌de Hong Kong caíram nesta quarta-feira, acompanhando a tendência geral de baixa nos mercados asiáticos, à medida que os preços do petróleo subiam, com os papéis relacionados à inteligência artificial e ⁠à biotecnologia liderando a queda.

No fechamento, o índice de ‌referência de Hong Kong, o Hang Seng , recuou 0,6%.

O Índice Hang Seng China Enterprises  caiu ‌0,6%, enquanto o Hang Seng ‌Tech registrou queda de 0,7%.

As empresas chinesas ⁠de IA e tecnologia listadas em Hong Kong enfrentaram pressão de venda.

A desenvolvedora de IA Minimax  caiu 4%, enquanto a fabricante de chips Hua Hong Grace e a gigante de tecnologia Alibaba perderam ‌3% cada.

As empresas de biotecnologia  caíram 2,8% após ‌uma alta na ⁠sessão anterior.

Os ⁠futuros do Brent mantiveram-se acima de US$100 o barril, à ⁠medida que ‌os investidores avaliavam os ‌riscos contínuos de abastecimento decorrentes do conflito no Oriente Médio e de uma tempestade nas regiões produtoras de petróleo nos Estados Unidos.

Os ⁠mercados financeiros onshore da China estão fechados devido ao feriado do Dia Nacional e as negociações serão retomadas em 8 de outubro.

. Em TÓQUIO, o índice ‌Nikkei recuou 0,92%, a 70.035 pontos.. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,62%, a ⁠24.130 pontos.. Em XANGAI, o índice SSEC não abriu.. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, permaneceu fechado.. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,98%, a 6.803 pontos.. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,03%, a 49.806 pontos.. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,58%, a 5.611 pontos.. Em SYDNEY, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,09%, a 8.727 pontos.

FONTE:Terra

Protestos estudantis terminam em confrontos e prisões na Bélgica

0

A polícia belga prendeu mais de 50 pessoas em Liège nesta terça-feira (6), após confrontos entre estudantes e autoridades, segundo a imprensa local.

Vídeos divulgados nas redes sociais e por veículos de comunicação locais mostram vidros quebrados espalhados pelas ruas, incêndios em vários pontos e centenas de manifestantes, muitos deles aparentemente jovens. Outras imagens mostram policiais bloqueando vias durante os distúrbios e usando gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar os manifestantes.

Estudantes realizam protestos nos últimos dias contra o sistema de ensino de língua francesa da Bélgica. Entre as reclamações estão o custo do ensino superior e do transporte público, salas de aula superlotadas e dificuldades para obter materiais de estudo.

Os novos confrontos ocorrem após episódios de violência registrados em junho entre manifestantes e policiais em Bruxelas, durante protestos contra reformas em parte do setor educacional belga.

O governo da Comunidade Francófona da Bélgica, responsável pelo ensino em francês, aumentou as taxas anuais de matrícula no ensino superior para a maioria dos estudantes. O valor passou de 835 euros para 1.194 euros.

Protestos na França

Mais de 260 mil pessoas participaram de manifestações espalhadas por toda a França ao longo desta terça (6), segundo o governo francês. Essa é uma das maiores mobilizações recentes do país desde os “coletes amarelos” (gilet jaunes), que protestaram em 2018 contra o governo de Emmanuel Macron.

Somente em Paris, 56 mil manifestantes foram às ruas próximas à Place de la Nation, ponto histórico parisiense. Em outras partes da capital, estudantes voltaram a bloquear o acesso a colégios. Estrasburgo, na fronteira com a Alemanha, Marselha, no sul, Lyon, na região central, Nantes, no oeste, e Caen, no norte, também tiveram grandes aglomerações.

A crise de proporções nacionais começou no Colégio Saint-Exupéry na periferia de Paris. Os alunos obstruíram o acesso à escola em protesto, cobrando por melhorias. A partir daí, a situação rapidamente escalou.

Por meio das redes sociais e com a legenda “P.O.V: o bloqueio no seu colégio não foi um fracasso” (P.O.V: ton lycée a pas flop le blocus), estudantes compartilhavam vídeos sobre os bloqueios em suas regiões. O governo francês afirma que um número sem precedentes de instituições de ensino sofre com os atos.

Nesta terça, o protesto se expandiu e contou com a presença de membros do sindicato, professores, pais e os alunos – que puxam o movimento. O grupo cobra por melhores condições de estudo, incluindo melhorias nas salas de aulas e o aumento do corpo docente. Além disso, também pesa o aumento do custo de vida e da inflação.

“Há uma falta evidente de recursos, tanto nos prédios mal reformados quanto nos que não existem. Temos superlotação de alunos em cada escola e, então, em cada sala de aula, o que torna as condições mais difíceis”, disse Erwan le Clech, professor e representante sindical durante uma passeata.

As manifestações começaram pacíficas, mas logo tiveram confrontos fortes com a polícia. Os agentes reprimiram os protestos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Em alguns pontos, os manifestantes atearam fogo em latas de lixo e arremessaram objetos contra os policiais. O resultado dos confrontos foi de 488 pessoas detidas. Desde o dia 28 de setembro, 6.059 pessoas foram presas.

Denúncias sobre o uso excessivo de força começaram a inundar as redes sociais francesas. Segundo a afiliada da CNN na França, BFMTV, um estudante do ensino médio teve a mão gravemente queimada por uma granada de gás lacrimogêneo durante uma manifestação.

Em outro caso, um adolescente de 14 anos ficou seriamente ferido após um policial ter, supostamente, atirado contra ele com um lançador de gás lacrimogêneo a queima-roupa. A família diz que o jovem fraturou os dentes e teve a mandíbula quebrada, como consequência, está sem conseguir falar e se alimentando por líquidos.

FONTE:CNN/BR

Quem é Mancuso, acusado de venda de licenças falsas na Argentina

0

Em 2019, seis anos após Maradona entrar com recurso sobre o caso, a Suprema Corte da Argentina rejeitou a petição do ex-jogador. Os membros entenderam, por unanimidade, que o recurso apresentado por Maradona era inadmissível porque a ação denunciada prescreveu.

Cheques adulterados

No ano passado, Mancuso foi acusado de estelionato por supostamente entregar cheques falsos que somam 2.485.000 pesos (28 mil dólares, em cálculos à época, segundo a imprensa argentina). O advogado das vítimas, Gustavo Marceillac, pediu que ele responda por “colocação em circulação de cheques falsificados em concurso ideal com estelionato”.

Segundo a investigação, em janeiro de 2021 as vítimas entregaram dinheiro em espécie a Mancuso, num “contrato verbal de mútuo”, em troca de dois cheques pré-datados do Banco Comafi, no total de 715.000 pesos. Uma semana depois, repetiram a operação e receberam outros dois, atribuídos ao Instituto Nacional de Seguridade Social para Aposentados e Pensionistas, de 670.000 e 1.100.000 pesos.

Nenhum foi pago. O do Banco Comafi voltou por “ordem de não pagamento com fundos disponíveis”, e o outro foi recusado por “alteração”. As perícias indicam que os cheques eram ao portador e endossados por Mancuso. O banco disse que os documentos são autênticos, mas se tratam de cheques comuns, o que impede identificar conta ou agência. Para Marceillac, o ex-jogador aproveitava a notoriedade e a exposição pública para enganar as pessoas.

Em novembro passado, segundo o diário La Capital, de Mar del Plata, a Justiça considerou comprovada a acusação, levando o ex-jogador a juízo. “Tenho que assumir a responsabilidade, porque ninguém tem culpa de eu ter sido contratado por uma pessoa que nos deu cheques como pagamento e nunca os honrou”, disse Mancuso ao jornal, à época.

FONTE:Google Notícias

ANP realiza leilões de petróleo e gás nesta quarta-feira (7)

0

O Brasil realiza nesta quarta-feira (7) dois dos maiores leilões de blocos exploratórios de petróleo e gás dos últimos anos.

Um deles foca em pré-sal, sob expectativa de forte interesse de investidores, em meio à busca global por novas fontes de suprimento fora do Oriente Médio e ao crescente apetite de grandes petroleiras por ativos brasileiros.

Dezenove empresas, incluindo Petrobras, Chevron, BP, TotalEnergies e Shell, estão aptas a participar do leilão, que licitará um total de 13 blocos sob regime de partilha de produção.

Enquanto 46 companhias estão listadas para o outro leilão no mesmo dia, que contará com a oferta de 22 setores exploratórios, englobando mais de 300 blocos, sob o regime de concessão.

As rodadas no Brasil acontecem em um contexto de alta dos preços do petróleo e ampliação da relevância estratégica do Atlântico Sul para o abastecimento global de energia, enquanto petroleiras ampliam esforços para diversificar portfólios e reduzir a dependência de regiões mais sujeitas a tensões geopolíticas.

“O Brasil é naturalmente parte do portfólio das empresas que não querem concentrar seus projetos em países de elevado risco geopolítico ou em áreas de óleo e gás não convencional na América do Norte e, agora, Argentina”, afirmou o professor e pesquisador no Instituto de Energia da PUC-RJ Edmar Almeida, à Reuters.

“Além disso, as empresas brasileiras independentes precisam renovar seu portfólio exploratório. Portanto, é esperado este grande interesse das empresas no leilão da ANP“, acrescentou.

Os dois leilões, de concessão e de partilha, serão realizados por meio de rodada de oferta permanente, atualmente considerado o principal modelo de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil.

Nesse sistema, os blocos ficam à disposição de agentes que manifestam interesse, o que explica o grande número de áreas que vão a leilão.

“Todas as áreas colocadas em leilão têm algum interessado. O que a gente não sabe ainda é se tem múltiplos interessados em todas essas áreas. Então o nível de disputa sobre elas é uma incógnita que a gente vai descobrir na hora”, disse o sócio de Óleo e Gás do Lobo de Rizzo Advogados Thiago Silva.

Silva ressaltou que o ambiente mais atrativo para negócios no petróleo também poderá contribuir para uma retomada de investimentos em ativos em terra, uma vez que há mais agentes dispostos a financiar a indústria.

“Agora você voltou a ter uma conversa com o mercado de capitais, que voltou a olhar para o fóssil, algo que antes era proibitivo”, afirmou o especialista.

Áreas em oferta

As áreas em oferta no pré-sal estão nas já tradicionais bacias de Campos e Santos, enquanto o leilão de concessão também ofertará áreas em ambas as bacias e em outras, dentre elas Potiguar, Recôncavo, Parnaíba, Ceará, Espírito Santo e Tucano Sul.

A ausência de áreas na Bacia da Foz do Amazonas, considerada a mais promissora para a abertura de nova fronteira exploratória no Brasil, foi apontada como um fator negativo por especialistas.

Blocos na região precisam de uma renovação de pré-autorização conjunta dos ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente para serem colocadas em leilão.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás e ex-secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Marcio Felix, afirmou que é notório o interesse internacional no Brasil como fornecedor confiável de petróleo e gás.

“O Brasil é um local que tem os nossos paradoxos, mas é um terreno seguro. Os conflitos que estão acontecendo e as necessidades do mundo têm atraído investimentos para o Brasil”, afirmou.

Impacto do novo Congresso

O ex-diretor da ANP Décio Oddone ressaltou o ambiente atrativo para investimentos no Brasil, citando a questão da segurança energética e as recentes descobertas da Petrobras na Foz do Amazonas.

Ele afirmou também que os resultados das eleições brasileiras até agora também contribuíram para reforçar as perspectivas para o setor.

“O fato novo é a eleição. Primeiro, você já tem um Congresso mais à direita, mais pró-negócios, que dificilmente vai facilitar a aprovação de medidas como imposto de exportação, esse tipo de coisa que a gente tem visto mais recentemente”, afirmou.

O comentário faz referência ao resultado do primeiro turno das eleições, que definiu um Congresso no Brasil majoritariamente à direita, enquanto a disputa presidencial segue acirrada para o segundo turno.

“Se o Flávio Bolsonaro ganhar (a disputa presidencial), você vai ter um governo possivelmente nos moldes lá do que era na época do pai dele, numa linha diferente do PT. Então, é um ambiente mais pró-negócio, mais atração de investimento. Acho que tudo isso ajuda, então quando você soma isso: atratividade exploratória, interesse das companhias por exploração, interesse por lugares longe do conflito e um ambiente de negócio mais favorável no Brasil, tem tudo para ajudar”, avaliou o especialista.

FONTE:CNN/BR

Jessica Costa abre a exposição ‘Aquilo que não cabe’ na Zipper Galeria

0

Quem acompanha o trabalho de Jessica Costa sabe que suas tapeçarias costumam escapar das molduras e ganhar volume no espaço. Em Aquilo que não cabe, nova individual da artista na Zipper Galeria, ela mantém esse interesse pela tridimensionalidade, mas acrescenta uma nova possibilidade à pesquisa: a redução. A exposição abre nesta quinta-feira (08.10), em São Paulo, com esculturas têxteis de grande formato e trabalhos de parede inéditos.

Uma das séries é Voluptuosa, formada por sete obras que partem de quadrados e retângulos para criar diferentes volumes. Em três trabalhos, as formas ultrapassam a moldura; nos outros quatro, o quadrado se expande de maneira irregular. Espuma expansiva e alças de sutiã entram na construção das peças, em referência à sustentação e à modelagem do corpo.

Já em Antes e Depois (2026), Jessica faz o movimento contrário. As quatro esculturas da série derivam umas das outras, com proporções progressivamente menores. A ideia surgiu durante uma visita da curadora Carollina Lauriano ao ateliê da artista, a partir de uma experiência tridimensional que Jessica havia começado a desenvolver. A série faz referência às imagens de transformação corporal que circulam nas redes sociais, especialmente aquelas associadas ao emagrecimento. A redução dos volumes aproxima o trabalho das cobranças feitas sobre o corpo feminino e da expectativa de que ele se adapte a determinadas medidas.

Formada em Desenho de Moda, Jessica estudou e trabalhou na área antes de se dedicar às artes visuais. Para as novas esculturas, retoma a modelagem plana da confecção de roupas para revestir as estruturas, criando uma espécie de segunda pele. Durante o processo, cada obra passa por cerca de 12 etapas antes de receber a superfície têxtil, feita por meio da tufagem. As trocas de cor são realizadas individualmente. Nesta exposição, Jessica também trabalha com uma paleta mais contida, com tons escuros nos contornos e claros no centro das formas.

O universo têxtil acompanha a trajetória da artista desde o crochê e o bordado. Em 2024, ela realizou a individual Na Altura dos Olhos, também na Zipper Galeria. Em 2025, foi finalista do Loewe Foundation Craft Prize e do Hopper Prize. Atualmente, participa da coletiva Tecituras, no Farol Santander, em São Paulo.

Exposição: Jessica Costa – Aquilo que não cabe

Curadoria: Carollina Lauriano

Onde: Zipper Galeria — Rua Estados Unidos, 1494, Jardim América, São Paulo.

Quando: De 8 de outubro a 18 de dezembro de 2026.

FONTE:/vogue/BR

Flamengo usará camisa em protesto contra o fim das bets no país

0

Camisa ilustrativa – Foto: Reprodução

O Flamengo utilizará uniforme com frase em protesto contra a proibição das casas de apostas no Brasil. A manifestação acontecerá na partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, nesta quinta-feira (08/10). A informação foi divulgada em primeira mão pelo jornalista Lucas Torres Mesquita, do perfil Lucas Jornal.

A frase que será utilizada é “Proibir não é proteger”, fazendo alusão a medida que foi tomada no final do mês de setembro, que fez com que as casas de apostas não pudessem operar no Brasil após o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva emitir uma Medida Provisória proibindo o funcionamento dos sites de apostas no país.

A Medida Provisória precisa ser votada em até 120 dias pelo Congresso Nacional, e a partir da votação, haverá definição sobre as casas de apostas continuarem operando ou não no país. Caso não haja votação, a MP cai, e a lei anterior é reativada, ou seja, as casas poderão voltar a operar normalmente.

‘ +
‘

‘ + desc + ‘

‘ +
‘

FONTE:Google Notícias

Petróleo do Irã está quase no fim – mas regime não dá sinais que irá ceder

0

O petróleo restante do Irã disponível para venda está quase esgotado. Sua produção de petróleo bruto foi reduzida à metade. A principal fonte de receita do regime está secando. A hiperinflação deixou a economia em ruínas.

Enquanto isso, o fluxo de petróleo de outras nações do Golfo pelo Estreito de Ormuz, sobre o qual o Irã já exerceu considerável influência, voltou efetivamente ao normal.

Mas o Irã não dá sinais de ceder ainda. O regime não está disposto a fazer concessões em seu programa nuclear, e as negociações sobre a liberdade de trânsito pelo Estreito de Ormuz têm repetidamente chegado a um impasse.

Por que, quando o próprio governo iraniano reconhece que sua economia enfrenta uma catástrofe histórica, o regime se recusa a ceder?

O Irã já esteve nessa situação antes.

Cinco décadas operando com sucesso sob sanções severas ensinaram ao regime iraniano algumas lições sobre como lidar com a situação. Sua brutal e contínua repressão aos protestos sufocou uma revolta popular.

E o alto custo da operação em curso dos Estados Unidos tornou o status quo politicamente tóxico para o inimigo do Irã.

É por isso que o regime pode estar em uma posição muito melhor do que aparenta.

Bloqueando o Irã

O Irã não exportou nenhum petróleo de seus portos em setembro.

Esse foi o primeiro mês em que o Irã não carregou petróleo bruto em navios-tanque desde que o serviço de monitoramento de dados marítimos Kpler começou a acompanhar as exportações iranianas em 2013.

O último carregamento bem-sucedido de petróleo bruto do Irã ocorreu em 25 de agosto.

Enquanto isso, o Irã está praticamente sem petróleo bruto para vender. O petróleo fora da zona de bloqueio dos EUA despencou para 10 milhões de barris, ante 100 milhões em julho, de acordo com a Kpler.

Se o Irã continuar encontrando compradores em seu ritmo atual, poderá ficar sem petróleo bruto para vender até o final de outubro.

Internamente, o Irã não está se saindo muito melhor. Sem ter para onde vender o petróleo recém-extraído, seus estoques em terra estão se aproximando de máximas históricas, chegando a 70 milhões de barris, próximo ao pico registrado durante a pandemia, segundo Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler.

A produção de petróleo iraniana caiu para metade do nível anterior à guerra — cerca de 2 milhões de barris por dia, apenas o suficiente para atender à sua demanda doméstica.

As sanções dos EUA causaram estragos. A economia do Irã encolheu a uma taxa anual de 10% entre março e junho, de acordo com dados do governo iraniano. Sua taxa de inflação anual disparou para 90% no mês passado e teve uma média de 73% ao longo do último ano — a mais alta desde a Segunda Guerra Mundial.

A situação tornou-se tão grave que, quando os iranianos recebem dinheiro, o gastam imediatamente em itens de primeira necessidade, pois seu dinheiro perderá valor imediatamente caso não o façam, observou Adnan Mazarei, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics.

O governo não consegue se financiar, então simplesmente imprime dinheiro, agravando a inflação. E as sanções reduziram drasticamente as importações, levando ao fechamento generalizado de fábricas e ao aumento do desemprego.

A situação econômica atual do Irã está entre as mais graves de sua história, reconheceu Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, de acordo com uma reportagem da agência de notícias semioficial iraniana Tasnim News Agency no sábado.

Ainda assim, o Irã parece longe de ceder.

“A economia vai muito mal”, disse Mazarei. “Mas não existe um ponto mecânico a partir do qual se possa dizer que a temperatura corporal do paciente atingiu um nível crítico e que ele vai morrer.”

Em parte, o sistema político do Irã e a repressão implacável aos protestos lhe conferiram certa proteção contra a destruição econômica imposta pelo bloqueio e pelas sanções. E o Irã parece estar contornando algumas dessas restrições.

“As pessoas estão ficando cada vez mais miseráveis, mas o regime tem uma paciência e uma tolerância incríveis para com o sofrimento de seu povo”, observou Mazarei. “E o Irã tem uma longa história de burlar sanções.”

Evasão de sanções

As opções do Irã para evadir sanções parecem mais limitadas do que nunca. A Operação Pária Econômico do governo Trump tornou-se tão eficaz que alguns governos que haviam em grande parte ignorado as sanções dos EUA no passado começaram a levar essas restrições extremamente a sério.

Por exemplo, dezenas de petroleiros iranianos cujas tripulações temem ser capturadas pelos EUA e seus aliados ocidentais ficaram encalhados.

Ancorados ao largo da costa do Sri Lanka, eles tiveram ajuda humanitária negada apesar de múltiplos pedidos de socorro, de acordo com Charlie Brown, assessor sênior da United Against Nuclear Iran, uma organização sem fins lucrativos que monitora e reporta violações das sanções iranianas.

Esses detalhes foram divulgados pela primeira vez pelo Wall Street Journal.

No entanto, o regime iraniano desenvolveu redes sofisticadas para combater e escapar das sanções. Apesar do aperto da pressão, este conflito não parece diferente: a falta de disposição do Irã em ceder sugere que a evasão de sanções ainda está ocorrendo, disse Michelle Brouhard, chefe de política e risco geopolítico da Kpler.

“O regime iraniano é muito bom em administrar seu país sem recursos”, disse ela. “Não acho que o Irã está em um ponto de inflexão. Portanto, eles devem estar recebendo fundos de algum lugar.”

Onde há fumaça, pode haver fogo, mas detectar a evasão de sanções é complicado.

O Irã pode estar transportando petróleo por terra até o Cazaquistão e a Rússia, ou por água pelo Mar Cáspio, sugeriu Brown, que observou que o Irã tem rotineiramente disfarçado seu petróleo exportado como iraquiano, e que transferiu petróleo para navios de outras nações para retirar o crude do estreito.

E o regime tem pessoas de confiança em muitas nações vizinhas que conduzem transações secretamente para o regime na forma de dólares americanos, criptomoedas ou outros meios para evitar a detecção, de acordo com Brown.

Entre as possibilidades mais intrigantes, disse Brouhard, está a de que nações do Golfo que exportam petróleo estejam pagando secretamente ao Irã taxas em troca de trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz — mesmo estando sob escolta militar dos EUA.

Não existe evidência concreta de tal acordo, mas Mazarei e Brown também disseram ter ouvido rumores de que produtores de petróleo estavam pagando ao Irã uma taxa de segurança para garantir passagem segura.

O Irã continuou a atacar alguns petroleiros que transitam pelo estreito — mas esses poderiam ser navios que se recusaram a pagar a taxa, sugeriu Brouhard.

Um caminho incerto à frente

Independentemente de as nações do Golfo estarem ou não pagando diretamente ao Irã, o custo de manter o status quo e forçar a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz tornou-se enormemente caro para todos os envolvidos.

A Marinha dos EUA precisa dedicar recursos significativos ao bloqueio e ao seu programa de escolta. Isso está custando dezenas de bilhões de dólares ao contribuinte americano, enquanto os preços dos combustíveis permanecem historicamente elevados.

Os produtores de petróleo estão pagando caro para contratar petroleiros e levar o petróleo bruto ao seu destino. Entre mão de obra, combustível, seguro e outros custos, um Very Large Crude Carrier agora custa US$ 1,6 milhão por dia — 24 vezes o custo de 2025, de acordo com a Clarksons Shipping and Maritime Services.

“Alguém está sendo pago”, disse Brouhard. “Agora mesmo, o pedágio está sendo pago às seguradoras. E você e eu estamos pagando por isso.”

Esse status quo insustentável pode ser o motivo pelo qual o Irã tem esperado pacientemente pelo governo Trump. O país pode ter perdido sua alavancagem no mercado de petróleo, e sua economia foi duramente afetada, mas o Irã pode ser capaz de resistir mais do que a disposição dos Estados Unidos de manter o (custoso) curso.

Em outras palavras: “Estaremos à beira da guerra por muito tempo”, disse Mazarei.

Matt Egan, da CNN, contribuiu para esta reportagem.

FONTE:CNN/BR

Fluminense estampará plataforma de estatísticas associada a patrocinador máster em uniforme nos próximos jogos – O GLOBO

0

  1. Fluminense estampará plataforma de estatísticas associada a patrocinador máster em uniforme nos próximos jogos  O GLOBO
  2. São Paulo exibirá site de estatísticas como patrocínio máster em jogo contra o Cruzeiro  ge
  3. Fluminense exibirá marca da Superscore na camisa a partir do jogo contra o Coritiba  Fluminense Football Club
  4. São Paulo acerta patrocínio em espaço deixado por bet para pegar o Cruzeiro  CNN Brasil
  5. São Paulo mantém acordo com Superbet e terá patrocínio alternativo contra o Cruzeiro  Estadão

FONTE:Google Notícias