O Tribunal Superior Eleitoral registrou manifestações oficiais e saudações de pelo menos 107 países ao segundo turno da eleição no Brasil, realizado no último domingo 25. Os dados constam do Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta atualizada na tarde da quinta-feira 29. Ela também aponta o reconhecimento formal de 11 grandes organismos e blocos multilaterais ao pleito brasileiro.
O sistema do TSE realiza varreduras automatizadas a cada 15 minutos para mapear e indexar pronunciamentos de chancelarias, notas oficiais e declarações de chefes de Estado. Entre as nações que manifestaram apoio e ressaltaram a maturidade e a eficiência do processo eleitoral brasileiro estão potências como China, Alemanha, França, Espanha, Canadá, Rússia, Austrália, Portugal e Reino Unido.
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) e expoentes da ultradireita, o norte-americano Donald Trump e o argentino Javier Milei ainda não admitiram o revés do filho “zero um” de Jair Bolsonaro.
O respaldo internacional ao triunfo de Lula (PT), por outro lado, abrange entidades de peso global, como Organização das Nações Unidas, União Europeia, Organização dos Estados Americanos, União Africana, Conselho Europeu, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cepal, BID, OPAS, OMS e Associação de Nações do Sudeste Asiático.
A disputa pela Presidência se resolveu matematicamente às 21h09 de domingo, consolidando a reeleição de Lula com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos). Derrotado, Flávio encerrou a disputa com 59.826.041 votos (48,21%).
Os números isolam ainda mais a reação golpista do senador à derrota. Além de não reconhecer o resultado no domingo, o perdedor fugiu para os Estados Unidos, de onde divulgou uma carta na qual se autoproclamava “presidente eleito”. Posteriormente, publicou uma nova versão da missiva, em que se declarava “o líder do Brasil”.
FONTE: cartacapital



