Segundo Patrícia, o grupo estava em um ponto que também era alvo, e ninguém podia saber que havia gente ali. O banheiro não ficava no abrigo: era em uma casa abandonada ao lado, acessível só no escuro, sem lanterna.
O banheiro é numa casa abandonada do lado, que você tem que ir só quando tá escuro, sem lanterna. Você sai correndo com o colete e o capacete Patrícia Campos Mello
Antes de sair, ela contou que precisava pedir autorização a um dos militares, que checava se havia drones no céu com um radar manual. Se “tinha bird”, ela tinha de esperar.
Você tem que perguntar assim, eu posso ir no banheiro? Aí o cara tem um negócio, um radarzinho manual, que ele vê se tem “pássaro” no espaço. Ele falou assim, “the bird is flying” (“o pássaro está voando”) ou “the bird is not flying” (“o pássaro não está voando”). Patrícia Campos Mello
Quando veio a liberação, a ordem era ir e voltar rápido, sempre paramentada. Ela disse que os equipamentos de vigilância podiam detectar calor e qualquer movimentação, o que aumentava a tensão do trajeto.
Patrícia contou que, naquele momento, era “um xixi básico”, mas que a situação a fez pensar no tipo de risco envolvido. No fim, o banheiro era uma fossa, e a repórter ainda enfrentou o medo de cair ali no escuro.
FONTE: Google



