Além da prisão, a Promotoria pediu o afastamento de Armando do cargo no Corinthians, a proibição de entrada nas dependências do clube e de contato com dirigentes e testemunhas. A juíza negou todas as solicitações.
Na decisão, Amanda Eiko Sato afirmou que não havia provas concretas e recentes que justificassem a prisão. A magistrada também considerou que as demais restrições não eram necessárias diante dos elementos apresentados.
Juíza não vê participação de vice em demissão
Segundo a juíza, as informações do processo indicam que a decisão de demitir Munhoes partiu da Presidência do Corinthians e ocorreu em meio a uma disputa política interna. A magistrada afirmou que não há provas de que Armando tenha pedido, determinado ou influenciado a saída do então diretor de TI.
A decisão também aponta que não há registro de contato do vice-presidente com Munhoes para pressioná-lo ou interferir em seu depoimento. Para a juíza, o fato de a demissão ter ocorrido perto da audiência não é suficiente para comprovar uma tentativa de interferir no processo.
O Ministério Público argumentou que a saída do diretor poderia intimidar outros funcionários chamados para depor. Na avaliação da Promotoria, eles poderiam entender a demissão como uma punição por declarações contrárias aos interesses de integrantes da direção corintiana.
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