Brasileira em Cuba relata vida sem luz, água e sob pressão dos EUA

Aproveitar as poucas horas de eletricidade em Havana já faz parte da rotina de Aline Recalcatti, 31. Bacharel em Relações Internacionais, a paranaense está em Cuba desde janeiro para cursar o doutorado. Ela já havia visitado o país em outros anos, mas afirma que o bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto pelos Estados Unidos desde o início do ano afeta todos os aspectos do cotidiano dos moradores da ilha.

“Quando anoitece, as ruas ficam completamente escuras”

Além dos constantes apagões, a falta de energia impede o bombeamento de água, e as cidades enfrentam há meses a escassez de gás de cozinha. Em entrevista ao UOL, Aline relatou conhecer pessoas que estão há dois meses sem abastecimento de água. Com o calor, a situação, segundo ela, “se torna insuportável”. No bairro de Vedado, onde mora, o período mais crítico que enfrentou foi de oito dias consecutivos sem água e 48 horas ininterruptas sem luz.

No dia a dia, itens como lanternas, carregadores portáteis e álcool em gel se tornaram essenciais. Aline conta que, mesmo tendo um gerador em casa, frequentemente perde os alimentos armazenados na geladeira. Quando a eletricidade volta, precisa correr para carregar todos os aparelhos de uma só vez, sem saber quando o fornecimento será interrompido novamente.

FONTE: Google

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