Em 1870, o país entrou na Guerra Franco-Prussiana, que mudou a vida do escultor. Ele não apenas serviu no conflito como, com a derrota francesa, viu sua província natal, a Alsácia, ser anexada pelos alemães.
Decidido (ou obrigado) a mudar de ares, o artista pegou um navio em 1871 e atravessou o Atlântico. Levava consigo uma carta de recomendação do influente Laboulaye.
Ao chegar a Nova York, Bartholdi vislumbrou Bedloe, a ilhota que poderia receber sua obra. Nos EUA, ele se reuniu com o presidente americano, Ulysses Grant, e percorreu o país até a Califórnia, a fim de se inspirar e tentar compreender o espírito da nação.
De volta à França, em 1875 ele ganhou um aliado de peso, seu mentor Eugène Viollet-le-Duc, arquiteto que ficou famoso por restaurar alguns dos edifícios medievais mais importantes da França. A Catedral de Notre-Dame como a conhecemos se deve a ele.
Enquanto Viollet-le-Duc estudava como fazer a base da estátua, Laboulaye aproveitou o bom momento da economia para apresentar o projeto ao público e angariar fundos. A obra ganhou um nome: “Liberdade Iluminando o Mundo”.
O centenário da independência americana, motivo que havia inspirado Laboulaye a propor a estátua, estava se aproximando. A realização da Exposição Universal na Filadélfia, no ano seguinte, poderia motivar as pessoas a abrirem a carteira.
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