Elizabeth Hurley: “Nenhuma mulher deveria enfrentar o câncer de mama sozinha”

Um dos papéis mais longevos da carreira de Elizabeth Hurley acontece longe dos holofotes de Hollywood. Desde 1995, a atriz britânica é embaixadora global da Campanha do Câncer de Mama da Estée Lauder Companies, um compromisso que começou pouco depois de ela perder a avó para a doença. Desde então, Hurley acompanha de perto a evolução de uma iniciativa que ajudou a tirar o câncer de mama do silêncio e a transformar o laço rosa em um símbolo mundial. “Tenho muito orgulho desse impacto”, diz ela, ao falar dos avanços conquistados ao longo dessas três décadas.

Neste Outubro Rosa, a campanha, que faz 34 anos, chega ao Rio de Janeiro com uma nova iniciativa: o apoio ao Instituto Protea, que promove seu jantar beneficente anual na cidade pela primeira vez. O encontro acontece nesta noite (19.10) e marca mais um passo da companhia no apoio a projetos de conscientização, diagnóstico e tratamento. Às vésperas de sua chegada ao Brasil, Hurley conversou com Vogue sobre os desafios que ainda existem na luta contra o câncer de mama, a importância do diagnóstico precoce e o que aprendeu sobre beleza e autocuidado ao longo dos anos. “A beleza pode ser um catalisador de mudanças”, afirma.

Vogue: Você é embaixadora global da Campanha do Câncer de Mama da Estée Lauder Companies desde 1995. Como foi esse encontro?

Elizabeth Hurley: Eu havia perdido minha avó para o câncer de mama pouco antes de conhecer Evelyn Lauder. Ela tinha lançado a campanha da Estée Lauder Companies para conscientizar as pessoas sobre uma doença que, naquela época, raramente era discutida abertamente. Evelyn me explicou que mulheres do mundo inteiro estavam morrendo de câncer de mama, muitas vezes em silêncio, e que ela estava determinada a mudar essa realidade. Como eu havia vivido essa perda na minha própria família, sua missão me tocou imediatamente. Aceitei o convite sem hesitar. A paixão e a determinação de Evelyn eram extraordinárias, e trabalhar ao lado dela me mostrou o poder da conscientização, da união e da pesquisa.

Vogue: Para você, quais são as mensagens mais importantes que as mulheres ainda precisam ouvir sobre o câncer de mama?

Elizabeth Hurley: Acho importante que elas saibam que podem cuidar da saúde das mamas prestando atenção ao próprio corpo e conhecendo os sinais e sintomas aos quais devem estar atentas, porque o diagnóstico precoce salva vidas. Quando detectado no início, o câncer de mama tem uma taxa de sobrevivência muito maior. Por isso, precisamos continuar levando informações importantes sobre a saúde das mamas às mulheres. Embora tenhamos feito enormes avanços na pesquisa, no diagnóstico e no tratamento, não podemos baixar a guarda. O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais diagnosticado entre as mulheres no mundo. Também sabemos que os diagnósticos em mulheres mais jovens estão aumentando e que, nessa faixa etária, a doença pode ser mais agressiva. As mulheres precisam saber que não estão sozinhas, que a pesquisa está avançando e que a saúde das mamas merece atenção em todas as idades. Precisamos continuar financiando a ciência, compartilhando informações abertamente e garantindo que mais mulheres tenham acesso aos recursos de que precisam.

Vogue: Durante sua visita ao Brasil, a Estée Lauder Companies está ampliando o apoio a iniciativas de combate ao câncer de mama em parceria com o Instituto Protea. Que mensagem você daria às brasileiras sobre prevenção, diagnóstico precoce e apoio?

Elizabeth Hurley: Quero que as brasileiras saibam que o cuidado com as mamas é importante e que elas devem se sentir seguras e protagonistas em relação à própria saúde. Existem recursos disponíveis para oferecer informações que salvam vidas e serviços de atendimento. Conhecer o próprio corpo, entender seus fatores de risco e procurar orientação médica diante de qualquer mudança são passos importantes. Mas nenhuma mulher deveria ter que enfrentar sozinha um diagnóstico de câncer de mama. É por isso que parcerias com organizações como o Instituto Protea são tão importantes: elas ajudam a levar apoio para mais perto das mulheres que talvez não tenham acesso aos recursos de que precisam. Fico muito feliz que a Estée Lauder Companies esteja ampliando seu apoio a esse trabalho no Brasil. Estamos todas unidas pela mesma esperança: que um dia possamos viver em um mundo sem câncer de mama.

Vogue: O que você aprendeu sobre autocuidado à medida que o tempo foi passando? Sua definição de beleza mudou? E o que faz você se sentir bem consigo mesma hoje?

Elizabeth Hurley: Com o passar dos anos, aprendi que autocuidado tem muito mais a ver com a nossa saúde do que com a aparência. Trata-se de nos sentirmos bem e cuidarmos de nós mesmas de maneiras mais significativas. Cuidar da saúde das mamas, conhecer o próprio corpo e manter os exames em dia também são formas de autocuidado, assim como reservar tempo para as coisas e as pessoas que amamos. Sempre acreditei que a beleza deve fazer você se sentir bem consigo mesma, por dentro e por fora, e não dar a impressão de que precisa ser outra pessoa. Minha confiança vem de cuidar da saúde, manter-me ativa, passar tempo com a família e os amigos e realizar um trabalho que tenha significado. Fazer parte da Campanha do Câncer de Mama da Estée Lauder Companies por tantos anos também me deu um enorme senso de propósito. Essa experiência me mostrou que a beleza pode ser um catalisador de mudanças e que uma das coisas mais bonitas que podemos fazer é ajudar outras mulheres a viver vidas mais saudáveis e felizes.

FONTE:/vogue/BR

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