Ao longo de gerações, as mulheres da Família Real Britânica desfilaram com tiaras de tirar o fôlego, adornadas com diamantes, rubis, esmeraldas e outras pedras preciosas. No entanto, nem todas essas joias históricas continuam em circulação: algumas permanecem guardadas, longe dos olhares do público, alimentando a curiosidade dos admiradores da realeza.
Durante seu longo reinado, a falecida rainha Elizabeth II usou diferentes peças da coleção real, mas o tamanho exato de seu acervo pessoal ainda é cercado de mistério. Entre as tiaras mais conhecidas estão a Nó de Amor da Rainha Mary, frequentemente associada a Kate Middleton, e a Greville, que já foi usada pela monarca. Ainda assim, essas joias representam apenas uma pequena parte da coleção da família.
Algumas peças não aparecem em público há décadas e podem voltar a despertar interesse entre os observadores da monarquia. No futuro, a princesa Charlotte também poderá ter acesso a uma coleção de joias históricas de valor inestimável.
Da Tiara Crescente de Teck à célebre Tiara da Grã-Duquesa Vladimir, conheça nove adornos marcantes que já fizeram parte da história da realeza britânica.
1. Tiara Crescente de Teck
Considerada uma das peças menos conhecidas da coleção real, a Tiara Crescente de Teck foi usada originalmente pela princesa Mary Adelaide de Cambridge, segundo informações divulgadas anteriormente pelo blog especializado The Court Jeweller.
O adorno tem uma característica versátil: pode ser usado com ou sem as duas fileiras de diamantes posicionadas na base. Na década de 1930, a rainha Elizabeth, a Rainha Mãe, optou por uma versão mais simples, utilizando apenas a faixa de diamantes em formato de crescente.
2. Tiara de Rosas Strathmore
Com aparência inspirada em uma coroa de flores, a Tiara de Rosas Strathmore foi presenteada à Rainha Mãe por seus pais antes de seu casamento com o príncipe Albert, Duque de York, que posteriormente se tornaria o rei George VI. A cerimônia aconteceu em 1923.
A peça também esteve entre as favoritas dos especialistas em joias e admiradores da realeza quando surgiram especulações sobre qual tiara Meghan Markle usaria em seu casamento com o príncipe Harry, em 2018. Na ocasião, a duquesa de Sussex escolheu a tiara de diamantes da Rainha Mary.
Anos depois, em 2025, Kate Middleton voltou a chamar atenção para a joia ao usá-la durante um banquete de Estado, colocando novamente a peça em evidência.
3. Tiara de Água-marinha Brasileira
A Tiara de Água-marinha Brasileira se destaca pelo conjunto de pedras azuis e diamantes que compõem seu visual. De acordo com informações anteriormente publicadas pelo The Court Jeweller, a rainha Elizabeth II encomendou a joia à tradicional casa Garrard & Co., em 1957, para completar um conjunto recebido anos antes.
Em 1953, por ocasião de sua coroação, a monarca ganhou do presidente do Brasil um colar e brincos de água-marinha e diamantes. A tiara foi criada posteriormente para complementar as peças e formar um conjunto ainda mais imponente.
4. Tiara Kokoshnik da Rainha Alexandra
Inspirada no kokoshnik, tradicional adorno de cabeça russo, essa tiara apresenta um desenho que atravessou gerações sem perder sua imponência. No fim do século XIX, o estilo ganhou popularidade entre as famílias aristocráticas europeias.
Ainda como Princesa de Gales, Alexandra solicitou a criação da joia para marcar suas bodas de prata, em 1888. Posteriormente, o adorno passou para a Rainha Mary e, em 1953, foi herdado pela rainha Elizabeth II, conforme registros divulgados por fontes especializadas em joias reais.
5. Tiara Birmanesa de Rubis e Diamantes
Encomendada à Garrard em 1973, a Tiara Birmanesa de Rubis e Diamantes reúne pedras preciosas com um significado simbólico. Os rubis utilizados na peça foram presenteados à rainha Elizabeth II pela Birmânia por ocasião de seu casamento com o príncipe Philip.
A escolha das pedras não foi aleatória. Em comunicado, a joalheria explicou a simbologia por trás da quantidade de rubis empregados na confecção da peça. “Os 96 rubis são um gesto simbólico, pois na cultura birmanesa eles protegem contra doenças e o mal – neste caso, para proteger quem usa a joia das 96 doenças que podem afetar os humanos”, disse a joalheria de luxo em um comunicado.
Além de seu valor material, a tiara carrega uma história ligada às tradições culturais e à simbologia das pedras preciosas.
Apesar do nome, a Tiara Indiana Cartier não foi adquirida na Índia. Segundo o site Royal Watcher, a princesa Marie Louise comprou a peça da Cartier para a coroação do rei George VI, pai da rainha Elizabeth II, em 1937.
A inspiração indiana está relacionada ao estilo dos reis e à arquitetura do país, e não ao local de aquisição da joia.
Mais tarde, a tiara foi transmitida ao príncipe Richard, afilhado de Marie Louise. Desde então, sua esposa, Birgitte, Duquesa de Gloucester, passou a usar o adorno em ocasiões especiais da família real.
7. Tiara Persa de Turquesa
A Rainha Mary adquiriu da Garrard a Tiara Persa de Turquesa, acompanhada de outras joias que formavam um conjunto. Após sua morte, as peças passaram para sua nora, Elizabeth, a Rainha Mãe.
Em 1951, quando a princesa Margaret completou 21 anos, recebeu o conjunto como presente da mãe. A informação foi relatada anteriormente pelo The Court Jeweller.
Após a morte de Margaret, em 2002, grande parte de sua coleção pessoal foi colocada em leilão. A tiara de turquesas, porém, é considerada uma das peças que podem ter permanecido com a Família Real Britânica. A possibilidade mantém viva a expectativa de que o adorno volte a aparecer em público.
8. Tiara da Grã-Duquesa Vladimir
Entre as joias históricas da monarquia britânica, poucas carregam uma trajetória tão dramática quanto a Tiara da Grã-Duquesa Vladimir. Originalmente pertencente à grã-duquesa Vladimir, tia do czar Nicolau II, último imperador da Rússia, a peça atravessou um período turbulento durante a Revolução Russa.
Ao fugir de São Petersburgo, a grã-duquesa acabou separada de suas joias. Anos depois, a coleção foi recuperada por um integrante do Serviço Secreto de Inteligência britânico, permitindo que ela voltasse a ter acesso à tiara.
Posteriormente, a joia foi entregue à filha da grã-duquesa, a princesa Nicolau da Grécia, que a vendeu à Rainha Mary. Quando Mary morreu, a peça passou para a rainha Elizabeth II.
A monarca ainda acrescentou uma característica especial ao adorno: permitiu que as pérolas fossem substituídas por outras pedras preciosas, incluindo esmeraldas. Dessa forma, a tiara ganhou diferentes versões, mantendo sua presença marcante na história das joias reais.
9. Tiara de Franjas de Diamantes da Rainha Mary
Encomendada à Garrard em 1919, a Tiara de Franjas de Diamantes da Rainha Mary foi criada com inspiração no estilo halo russo. A peça reúne 663 diamantes de lapidação brilhante e outros 271 de lapidação rosa, formando uma estrutura delicada e, ao mesmo tempo, imponente.
Ao longo dos anos, o adorno foi usado por diferentes integrantes da realeza, incluindo a rainha Elizabeth II, a princesa Anne e a princesa Beatrice em seus casamentos. Outra particularidade é sua estrutura removível, que permite transformar a tiara em um colar.
Em 2026, a joia voltou a ganhar destaque ao integrar, ao lado da Tiara de Água-marinha Brasileira e da Tiara Birmanesa de Rubis, uma exposição na Galeria do Rei do palácio. A mostra, intitulada “Rainha Elizabeth II: Sua Vida com Estilo”, ficou aberta ao público entre abril e outubro daquele ano.
A exposição ofereceu aos admiradores da monarquia uma oportunidade de observar de perto algumas das peças mais emblemáticas associadas à falecida soberana, reforçando o fascínio que as joias históricas da Família Real Britânica continuam a exercer.
FONTE:/vogue/BR



