Segundo Funari, o quilo de cocaína, comprado por cerca de R$ 5.200 nas regiões produtoras da Colômbia e do Peru, chega a valer entre R$ 13 mil e R$ 18.100 ao entrar na Amazônia brasileira e pode alcançar R$ 25.900 antes de seguir para a Europa. No varejo europeu, o valor varia entre R$ 293,5 mil e R$ 410,9 mil.
Além do tráfico de cocaína, o relatório aponta que, mais recentemente, integrantes do CV diversificaram suas atividades e passaram a atuar também na mineração ilegal de ouro na Guiana Francesa, como forma de reinvestir os lucros do tráfico.
Confirmação
De acordo com Aiala Colares, pesquisador das dinâmicas do narcotráfico na região amazônica, o Amapá sempre esteve inserido em uma rede de contrabando e tráfico de drogas. “Só que nos últimos anos uma articulação que envolve as Guianas e parte do Suriname passou a se direcionar também para o estado, tendo como ponto estratégico o Porto de Santana”, explica.
O relatório também corrobora a afirmação de Colares ao apontar que surgiu uma nova rota internacional que conecta Colômbia, Suriname, Guiana Francesa e Amapá.
A rota começa no norte da Colômbia, de onde a cocaína é enviada ao Suriname por pequenas aeronaves ou lanchas. De lá, a droga segue diretamente para a Europa ou chega ao Amapá por via aérea ou fluvial, passando pela Guiana Francesa. Ainda pouco utilizada em comparação com a rota pelo rio Amazonas, essa conexão surgiu nos últimos cinco anos e reforça a importância crescente do Amapá no tráfico internacional de cocaína. Trecho do estudo
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