Português também comentou situações de Rossi, Pedro e Bruno Henrique
11 out
2026
– 21h28
(atualizado às 21h29)
Resumo
Após vencer o Fluminense por 1 a 0, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, elogiou a arbitragem e simulou a dividida polêmica de Erick Pulgar para justificar que o lance não era para expulsão. Além de defender a atuação do volante, o treinador português blindou o goleiro Rossi e o atacante Pedro das críticas da torcida, afirmando que as falhas são coletivas e explicando suas escolhas táticas entre Pedro e Bruno Henrique antes do confronto decisivo pela semifinal da Libertadores.
O Flamengo ganhou do Fluminense por 1 a 0, neste domingo, no Maracanã, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. Em coletiva de imprensa, o técnico Leonardo Jardim procurou explicar o lance envolvendo Pulgar e Castillo, em que o volante teria entrado com a trava da chuteira no atacante.
O português levantou da cadeira e chamou o diretor de comunicação do clube, Rodrigo Paiva, para simular o lance. Ele comparou o lance com outro que ocorreu na partida entre São Paulo e Vitória, afirmando que são lances de jogo, e parabenizou a atuação de Rafael Rodrigo Klein.
“Hoje com o Erick (Pulgar), ontem com o São Paulo (contra o Vitória) tiveram dois toques com a parte interior do pé nos adversários. É verdade, mas não são lances de cartão vermelho. […] Uma coisa sou eu entrar no joelho do outro, isto é falta para cartão vermelho, seja por trás ou pelo lado. Outra coisa é disputar a bola e o pé pegar no adversário. Foi o que aconteceu com o Pulgar. As pessoas veem muita maldade e querem expulsão. Uma coisa é o jogador de costas e você dar um pisão. O árbitro foi muito bem”, analisou Jardim.
O treinador português ainda comentou a situação envolvendo Pedro e Rossi após serem alvos de críticas pela torcida. O goleiro vinha sendo questionado quanto as suas atuações e Pedro foi criticado pelo gol perdido no Fla-Flu. O técnico disse que o dever dele é blindar a equipe e os problemas não são individuais, mas sim coletivos.
“Aqui no Brasil a gente quer arranjar um culpado. “Será que foi o Rossi? Será que foi o Jorginho?” Não, foi um conjunto. A gente não pode, mesmo que no final do jogo, ainda como aconteceu hoje, dar amplitude, porque senão eles vão começar a pressionar, recuperar a bola, apertar a nossa defesa. Por isso, eu não posso dizer que um erro é individual, um erro é o coletivo.
A situação do Pedro é a de qualquer atacante em qualquer campeonato. Quando faz gols, é o mais efetivo no jogo, principalmente nos gols. A palavra correta é mais eficaz, a torcida chega para o treinador, “por que que tirou?”. Quando ele é menos eficaz, a torcida xinga o jogador porque ele não foi eficaz. E o meu papel, como treinador, é blindar o jogador, sabendo que ele tem outros papéis sem ser a finalização, sem ser o gol, principalmente na fase de construção”, destacou o treinador.
Em meio a diversas opções, o técnico português respondeu sobre as trocas entre Pedro e Bruno Henrique nas competições. Leonardo afirmou que as estratédias variam de acordo com a competição e as condições dos jogos.
“Se eu acredito que terei maior posse de bola, utilizo mais o Pedro. Se for mais de transição no início do jogo, é Bruno Henrique. Normalmente como Libertadores é pegada, Bruno Henrique tem mais pegada e também ajuda em bolas paradas. Mas os dois jogam as duas competições. Também temos o Freitas, um menino de muita qualidade e com mobilidade”, finalizou o português.
O Flamengo volta a campo na próxima quinta-feira (15) contra o Estudaintes, pelo duelo de ida das semifinais da CONMBOL Libertadores.
FONTE:Terra



