Os preços do petróleo disparam nesta quinta-feira (8), a medida que novos ataques a navios no Estreito de Ormuz intensificam os temores sobre a oferta da commodity no Oriente Médio.
Além da continuidade da guerra, que pode interromper exportações do combustível, a alta também ocorre enquanto os Estados Unidos reduzem a produção devido à aproximação de um furacão que ameaça as operações offshore.
Nesse contexto, os barris chegaram a saltar cerca de 5% durante a manhã. Por volta das 10h30, porém, o Brent era comercializado a US$ 104,45, alta de 4,23%; enquanto o WTI era vendido por US$ 92,05, avanço de 4,24% sobre o fechamento.
Enquanto as tensões em Ormuz escalam, a Síria também avalia fornecer assistência militar à sua importante aliada Arábia Saudita em meio à escalada do conflito do país com os houthis, grupo apoiado pelo Irã, no Iêmen.
Um funcionário dos EUA e um militar sírio informados sobre o assunto disseram que estão sendo consideradas opções que incluem ajuda defensiva ou o envio de tropas para atuar em operações ofensivas ao lado das forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
Na véspera, os contratos futuros do petróleo fecharam em queda de 0,30% para Brent e 1,30% para WTI, em dia de sessão volátil e de ajustes.
O petróleo perdeu força no começo da tarde, após o DoE (Departamento de Energia, na sigla em inglês) dos EUA ter informado que os estoques de petróleo no país tiveram queda de 3,186 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de alta de 1,7 milhão de barris dos analistas.
Por outro lado, os estoques de gasolina subiram 382 mil barris, a 204,74 milhões de barris, enquanto a projeção era de queda de 1,1 milhão de barris, neutralizando uma eventual pressão sobre a commodity.
Em paralelo, as tensões no Oriente Médio continuam presentes e sem sinal de trégua entre Washington e Teerã.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que está preparado para alcançar um acordo “equilibrado e justo” com os EUA, mas acusou Washington de adotar uma “postura maximalista nas negociações”.
Já o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que as “reivindicações legítimas” persas sejam atendidas.
*Com informações da Reuters
FONTE:CNN/BR



