Técnico atribui à herança do trabalho anterior a quantidade de problemas que precisa corrigir
7 out
2026
– 23h21
(atualizado às 23h21)
Resumo
Após o Grêmio empatar por 1 a 1 com o Remo e seguir na zona de rebaixamento da Série A, Renato Portaluppi criticou a herança do trabalho anterior de Luís Castro. O treinador afirmou que o período de treinos foi curto para corrigir as falhas acumuladas em nove meses e lamentou as chances perdidas no jogo. Na 18ª posição, com 30 pontos, o Tricolor agora corre contra o tempo e encara uma sequência decisiva na luta contra a queda, iniciando com o clássico contra o Internacional no domingo.
O empate por 1 a 1 com o Remo, nesta quarta-feira, 7, no Estádio do Mangueirão, em Belém, pela 29ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, serviu para Renato Portaluppi expor uma avaliação mais contundente sobre o cenário encontrado no Grêmio.
Sem citar Luís Castro nominalmente, o treinador direcionou uma crítica clara ao trabalho realizado durante os nove meses anteriores e reclamou do pouco tempo disponível para corrigir os problemas da equipe.
A declaração veio depois de Renato Portaluppi ser questionado sobre o período de treinamentos durante a Data Fifa. O técnico deixou claro que considera insuficiente o intervalo para reconstruir uma equipe que acumulou problemas ao longo da temporada.
“Foi feito o que não foi feito em nove meses. Você acha que em 15 dias eu vou chegar com a varinha mágica e corrigir tudo? Tem muita coisa para corrigir, não é pouca coisa não. É muita coisa para corrigir e pouco tempo”, afirmou durante entrevista coletiva.
A referência aos nove meses atinge diretamente o período em que Luís Castro esteve à frente do Grêmio. Renato, portanto, não apenas apontou dificuldades do elenco: vinculou a dimensão dos problemas ao trabalho desenvolvido antes de sua chegada.
Crítica aparece em momento decisivo
A fala ganha peso pelo momento vivido pelo Grêmio. A equipe está na zona de rebaixamento e tem pela frente uma sequência decisiva no Brasileirão. O empate diante do Remo manteve o Tricolor em situação delicada e aumentou a importância do Gre-Nal de domingo, na Arena.
No Mangueirão, Renato Portaluppi também destacou o desperdício de oportunidades. O Grêmio abriu o placar com Walter Kannemann nos acréscimos do primeiro tempo e teve chances para ampliar na etapa final, principalmente em contra-ataques.
José Enamorado ficou frente a frente com o goleiro Marcelo Rangel aos 31 minutos, mas teve a finalização bloqueada. Na sequência, Tetê chutou e também parou no goleiro. Para Renato, o resultado precisa ser analisado a partir dessas oportunidades perdidas.
“Nós tivemos as melhores chances. Poderíamos ter matado o jogo, mas não matamos. A bola pune e nós fomos punidos. No cruzamento, nós falhamos e tomamos o gol de empate. Não que o resultado tenha sido ruim. Mas foi ruim pelo que estava acontecendo no jogo”, analisou.
Renato Portaluppi terá pouco tempo para mudar o Grêmio
Ao mencionar o que não foi feito em nove meses, Renato cobra, ainda que indiretamente, o legado deixado pela comissão de Luís Castro e, ao mesmo tempo, tenta dimensionar o desafio que recebeu na reta final do Brasileirão.
O problema é que o tempo disponível é curto. O Tricolor Imortal tem apenas algumas rodadas para deixar o Z-4 e enfrenta o Internacional já no domingo. O clássico terá peso especial para Renato Portaluppi.
O Grêmio chegou aos 30 pontos e ocupa a 18ª colocação. O Internacional aparece logo acima, e a partida na Arena pode alterar diretamente a configuração da parte inferior da tabela do Campeonato Brasileiro.
FONTE:Terra



