O problema é tão real, concreto e reconhecido pelo mercado do futebol que a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, da CBF) já se manifestou, neste mesmo caso, estabelecendo condicionantes para situações de controle ou influência cruzada entre agremiações concorrentes. Não imaginamos que a Presidente desqualifique os auditores do caso com ofensas, ou que os considere “imbecis”. O futebol brasileiro, para ser cada vez mais forte e saudável, precisa de fiscalização, não de acomodações políticas.
É preciso também deixar claro: nós, torcedores, conselheiros e conselheiras do Palmeiras, não estamos discutindo a legitimidade do Vasco da Gama em buscar parceiros, muito menos de empresas em firmar acordos comerciais. Estamos, única e exclusivamente, na defesa inegociável dos interesses do nosso clube, cobrando das instâncias de fiscalização – em especial do Conselho Deliberativo e do COF – a adoção de barreiras ao vazamento de informações sensíveis, proteção do know-how de negócios da SEP e estabelecimento de políticas rígidas para manutenção de profissionais do clube.
Em seu pronunciamento, a Sra. Presidente adotou uma conveniente distorção de conceitos: dedicação não substitui regras de compliance, e sua alegada boa vontade não elimina o dever estatutário de blindagem patrimonial e estratégica.
Além disso, ao cobrar que os conselheiros aliados se manifestem contra a oposição, há um pedido claro para que abram mão de sua função mais importante, que é a fiscalização dos destinos do clube.
Coincidentemente, em nossa próxima reunião do Conselho Deliberativo, dia 19/10, ao invés de debatermos questões essenciais como essa, estará em votação a suspensão de um conselheiro que, reclama a presidente, a ofendeu em reunião.
Sugerimos, portanto, que o Presidente do CD, Alcyr Ramos, trate com o mesmo rigor as violações estatutárias e ofensas proferidas contra conselheiros e conselheiras , abrindo a necessária sindicância para apuração dos fatos.
FONTE:Google Notícias



