O que é o ‘eleitor provável’, utilizado pela Quaest na véspera da eleição

A segunda dimensão considera o nível de motivação do eleitor para ir às urnas. O instituto traça uma estimativa a partir de dados das pesquisas como interesse pela disputa, busca de informação, resultados que o eleitor mais teme e sua expectativa sobre quem vai vencer.

Considera-se ainda o histórico de participação do eleitor e a intenção de ir votar. Com esse conjunto de respostas, o instituto estima o envolvimento de cada entrevistado. “Uma pessoa pode pertencer a um grupo historicamente mais sujeito à abstenção e, nesta eleição, estar muito mobilizada para votar. O componente motivacional permite atualizar a estimativa baseada no perfil”, explicou Nunes no artigo.

A partir da combinação dessas duas dimensões, a Quaest calculou a probabilidade de comparecimento de cada entrevistado e pondera os números nas respostas e nos pesos da pesquisa. Depois, é feito o recálculo da participação de cada candidato no total ponderado de intenções de voto em candidatos. Assim, obtém-se a estimativa de votos válidos. O modelo é agnóstico, não há um tipo de candidato beneficiário definido de antemão.

Nunes cita um exemplo de como o modelo funciona na prática. Numa disputa de dois candidatos empatados em 40% dos votos totais cada, sobram 20% entre brancos, nulos e indecisos. Ambos teriam 50% dos votos válidos.

Mas, se a probabilidade de comparecimento dos eleitores do primeiro candidato é de 80% e a do segundo, 70%, os 40 pontos de cada um passam a representar 32 e 28 nas ponderações do instituto. Isso resulta em, aproximadamente, 53% e 47% dos válidos.

“Ninguém mudou de candidato: mudou o peso associado à possibilidade de comparecer”, afirmou o diretor da Quaest no artigo.

FONTE:Google Notícias

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