Outros fatores, contudo, influíram na corrida de Bortoleto no Azerbaijão. O brasileiro largou em 17º e estava na frente do companheiro Nico Hulkenberg quando o Safety Car foi acionado pela primeira vez, na volta 32. Inicialmente, o alemão não ia aproveitar o carro de segurança para fazer sua troca de pneus mas, depois que todos pararam, mudou de ideia.
Enquanto isso, a Audi tinha pedido que Bortoleto trocasse o modo de motor para uma configuração mais lenta, já que ele estava atrás do SC. No entanto, ele ficou tão lento que, quando Hulkenberg mudou de ideia e parou, voltou na sua frente.
Via rádio, Bortoleto questionou por que estava tão lento, sem energia nas retas, e ouviu do engenheiro que isso não tinha acontecido por conta do modo de motor escolhido. “Não quero ficar falando aqui. Talvez eles tenham outros motivos. Faz parte da corrida”, disse Bortoleto ao sportv.
Na relargada, Bortoleto ficou sem bateria e não conseguiu se aproveitar das confusões que causaram três abandonos. “Eu não sei por que fiquei sem bateria. Aí eu perdi duas posições lá e, bom, foi uma pena. Porque a relargada da segunda custou talvez ali os pontos.”
O brasileiro cruzou a linha de chegada em 13º entre os 15 que terminaram, mas foi classificado em 15º depois de levar uma punição de 10 segundos por ter ultrapassado Sergio Perez sob bandeira amarela. Houve um período de confusão logo depois da primeira relargada, quando quatro carros bateram ou rodaram na primeira curva. Durante a volta, a placa de Safety Car foi mostrada junto de bandeiras amarelas antes de o carro de segurança ser efetivamente acionado. Foi neste momento em que Bortoleto passou Perez, pois não recebeu o sinal no volante de que o SC estava mesmo na pista e teve a confirmação da equipe de que ele não tinha sido acionado ainda.
Os comissários aceitaram a justificativa, pois realmente o SC foi acionado depois desta sinalização, mas puniram o brasileiro porque ele decidiu passar mesmo vendo as bandeiras amarelas sendo agitadas.
FONTE:Google Notícias



