A semana do arrependimento do futebol brasileiro

Em janeiro de 2023, o governo Lula começou a tentar corrigir uma distorção que vinha desde a legalização das apostas online, no final do governo Michel Temer. O processo de regulamentação começou a ser montado, o que deveria ter acontecido durante os dois primeiros anos da gestão Bolsonaro e fo adiado com prazo renovado de mais dois anos. Como Bolsonaro ficou no 0 x 0, Lula precisou regulamentar.

Três anos e meio depois, com mais motivo pela crise da saúde pública, o governo veta as Bets, com a Medida Provisória assinada pelo Presidente da República na tarde de sexta-feira.

Nos dois casos, ainda que as duas medidas pareçam justas neste setembro de 2026 — só um campeão brasileiro ganhou o título com cinco titulares estrangeiros — as duas são antídotos para decisões mal refletidas no passado.

Era para impedir o jogo na origem, não legalizar no governoTemer, ter o diagnóstico certo e não regulamentar em 2023 no início do governo Lula? Aqui ainda cabe a explicação de que a regulamentação fez explodir o vício e as dívidas. Mas o primeiro clube brasileiro a estampar um site de apostas na camisa foi o Fortaleza, em 2019, quatro anos antes da regulamentação.

Não é um erro do governo, mas é um equívoco da sociedade. A gente se espanta com o óbvio e decide proibir o jogo que, na prática, estava proibido desde o governo Dutra, em 1946!

Acima de tudo está a saúde pública, na decisão do governo. Ainda que fosse necessário pensar nos contratos assinados, não dos clubes que podem cumpri-los ao rescindir pagando multas, mas das outorgas pagas há três anos para que as bets funcionassem por cinco anos. Agora está vetado, perfeito. Saúde pública em primeiro lugar.

FONTE:Google Notícias

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