Espólio de Dolly Parton acusa sobrinho de ameaças e tentativa de extorsão

Menos de um mês após a morte de Dolly Parton, uma disputa envolvendo o espólio da cantora veio à tona. Herdeiros da artista entraram com uma ação judicial contra Bryan Seaver, sobrinho da estrela e seu antigo chefe de segurança, além de obterem uma ordem de restrição temporária contra ele.

Na terça-feira, 22 de setembro, a She’s Alive, LLC. (SAL), empresa criada por Dolly para administrar seus interesses profissionais e comerciais após sua morte, entrou com o processo contra Seaver. Segundo documentos apresentados à Justiça do Tennessee e obtidos pela PEOPLE, o sobrinho é acusado de tentar extorquir dinheiro do espólio e de ter feito declarações consideradas ameaçadoras, algumas delas relacionadas à sua experiência militar.

Seaver, que foi responsável por anunciar publicamente a morte de Dolly em 25 de agosto, deixou o cargo de chefe de segurança no início de setembro. Ele nega ter ameaçado qualquer pessoa e afirma que algumas das mensagens apresentadas no processo foram retiradas de contexto.

“[A ordem de restrição temporária é] falsa e simplesmente uma jogada publicitária”, disse ele à ABC News.

Irmã de Dolly defende Bryan Seaver

Em meio à disputa, Freida, irmã de Dolly Parton, saiu em defesa de Seaver. Em uma publicação feita no Facebook nesta quarta-feira (23.09) ela afirmou que não existe uma briga familiar relacionada à herança da cantora. “Não há nenhuma rixa dentro da nossa família”.

“Ninguém da família Parton/Owens está brigando pela herança de Dolly”, escreveu ela. “Todos nós amamos Bryan, assim como amamos uns aos outros.”

Dolly Parton; Bryan Seave — Foto: Getty Images

Espólio acusa sobrinho de tentativa de extorsão

De acordo com a petição apresentada pela She’s Alive, Seaver teria tentado obter dinheiro do espólio e dos fundos de Dolly por meio de uma série de ameaças.

A organização afirmou que, tanto antes quanto depois da morte da cantora, o sobrinho teria “buscado extorquir dinheiro da SAL e dos fundos fiduciários de Dolly Parton por meio de uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças”.

Ainda segundo a denúncia, as conversas mantidas por Seaver com Danny Nozell, empresário de longa data de Parton, teriam como objetivo “causar medo e caos para extorquir dinheiro para seu ganho pessoal”.

Dolly Parton — Foto: Getty Images

Mensagens são descritas como ameaçadoras

Os documentos judiciais também apresentam declarações atribuídas a Seaver que teriam sido interpretadas como ameaças de retaliação.

Ele teria dito a Nozell: “Serei a vingança pelo meu povo pelos próximos 50 anos. Não tenho dívidas. Só possuo espadas e armas. Meus filhos têm 3 casas para morar para sempre. Minha esposa é dona de tudo. Tudo o que me resta é animosidade e memória. Mas passarei o tempo que me for necessário na Terra dedurando qualquer um que já tenha traído minha família.”

Em outro episódio citado no processo, Seaver teria enviado, em 3 de setembro, um e-mail considerado “ameaçador” a um advogado do setor de entretenimento que trabalhou durante anos para Dolly.

Na mensagem, ele teria afirmado ter vendido US$ 27 milhões em munição e armas para a polícia do Haiti no mesmo dia em que a cantora morreu. “Eu sou literalmente um traficante de armas internacional e mercenário”, ele teria escrito.

Dolly Parton — Foto: GettyImages

Sobrinho dizia ser o “filho predileto” de Dolly

Outro ponto mencionado nos documentos diz respeito à relação próxima entre Seaver e a cantora. Em um e-mail enviado em 3 de setembro, ele teria afirmado que “por acaso era o filho favorito dela entre nós”.

A proximidade entre os dois também teria sido demonstrada pelo fato de Dolly ter escolhido o sobrinho para comunicar publicamente sua morte.

No vídeo publicado em 25 de agosto, Seaver falou sobre o pedido feito pela cantora anos antes. “Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu o assimilasse completamente como uma realidade futura”, disse ele no vídeo de 25 de agosto que anunciava a morte dela. “Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas, um cargo que meu pai, Larry, ocupou antes de mim, imaginei a intensidade deste momento, mas só agora a senti de verdade.”

Dolly Parton — Foto: Getty Images

Declaração sobre ser um “assassino”

Os documentos também citam uma ocasião em que Seaver teria se descrito como um “assassino”. Ele, porém, afirma que a declaração fazia parte de uma brincadeira particular que mantinha com Dolly.

“A Dolly me chamava de assassino. Era uma piada que a gente fazia no acampamento dela”, disse ele. “Eu era o ‘ninja mirim’ dela, e o Danny Nozell tirou essa mensagem de contexto para imaginar que eu estava ameaçando ele. Ele sempre me chamou de O Assassino.”

Funcionários teriam deixado os cargos

Outro ponto levantado pela She’s Alive envolve o impacto que o comportamento atribuído a Seaver teria causado entre funcionários da empresa.

Segundo os documentos, a advogada responsável pelos testamentos e pelo patrimônio de Dolly teria deixado o cargo após Seaver supostamente “fez ameaças vexatórias e sinistras” contra ela.

A ação também afirma que outros funcionários da SAL “pediram demissão em vez de arriscar represálias por parte do Sr. Seaver e seus comparsas fortemente armados da [empresa de segurança de Seaver] SAPS”.

Ainda conforme os autos, alguns funcionários “efetivamente abandonaram seus cargos para se protegerem”, enquanto outros teriam evitado comparecer ao escritório por alegarem não se sentir seguros.

Dolly Parton — Foto: Angelina Alcantar/News Sentinel / USA TODAY NETWORK via Imagn

Seaver nega as acusações

Apesar das alegações apresentadas no processo, Seaver nega ter ameaçado qualquer pessoa. Em declaração à ABC News, ele afirmou que foi “demitido” da função de chefe de segurança em razão de “ameaças forjadas”. “Nunca ameacei ninguém”, disse ele. “Eles são meus amigos, meus irmãos e colegas.”

Em outra declaração enviada ao TMZ, Seaver voltou a defender sua versão e afirmou que as mensagens foram interpretadas de maneira equivocada.

“Sou um profissional de segurança e sou um assassino. No entanto, nada em seu processo constitui ameaça e mantenho a maioria dos comentários que fiz. Eu estava conversando francamente e em particular com Danny, que eu considerava meu amigo… Muitas dessas mensagens são de dois caras tendo conversas raivosas e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto.”

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FONTE:/vogue/BR

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